Fabrizio Bensch/Reuters
Fabrizio Bensch/Reuters

Alemanha pode entrar em campo com seis substituições

Técnico Joaquim Löw quer colocar time para pressionar o Brasil nos primeiros quinze minutos do amistoso

Jamil Chade, enviado especial / Berlim, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2018 | 09h58

A Alemanha vai à campo contra o Brasil com até seis substituições em comparação ao duelo com a Espanha, na semana passada, e vai escalar até mesmo um goleiro diferente em cada um dos tempos da partida. 

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Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, às vésperas do amistoso em Berlim, o treinador Joaquim Löw deixou claro que vai usar a partida para realizar testes. Mas alertou que o Brasil hoje não é o mesmo de 2014, quando o time alemão ganhou de 7 a 1 na semifinal da Copa do Mundo. 

Ter Stegen, Hector, Draxler, Muller e Ozil devem ficar de fora. Khedira ainda é dúvida por questões físicas e o treinador apontou que "não vai correr nenhum risco." Mesmo com um time alternativo, Löw quer testar seu novo sistema: o de colocar muita pressão sobre o adversário nos 15 primeiros minutos de jogo. "Se conseguirmos fazer isso, vai ser difícil o adversário controlar nosso time", afirmou. 

Löw, apesar das modificações, destaca o trabalho da seleção brasileira e insiste que o 7 x 1 na Copa do Mundo "já ficou para trás". "Em 3 anos, o Brasil se desenvolveu e voltou aos pontos fortes deles. São mais robustos no meio campo", disse. "Será uma partida importante para avaliar em que posição estamos e o que precisamos mudar para a Copa", disse, lamentando a ausência de Neymar. 

Löw, há doze anos no comando da Alemanha, elogiou Tite que, segundo ele, implementou uma "nova mentalidade" no time brasileiro, com mais concentração e disse que agora os jogadores são "extremamente disciplinados". "Ele diz que o 7 x 1 não pode mais ocorrer no futebol", disse. "Todos precisam saber sua posição", afirmou. "O Brasil está mais estável e isso foi o trabalho do treinador", apontou o alemão, dizendo que não precisa dar conselhos ao brasileiro. 

Durante a coletiva de imprensa, o treinador alemão foi bombardeado por perguntas de jornalistas brasileiros sobre o resultado da semi-final de 2014. Mas fez questão de colocar o resultado em perspectiva. 

NÃO É REVANCHE

"Para mim, o 7 x 1 é mais importante para o povo que para nós. Foi só um passo para ganhar a Copa. No dia seguinte, já tiramos isso da cabeça e estávamos 100% concentrados na final. Claro que deu para ver que o Brasil não estava bem", disse.

Para ele, não se pode comparar o amistoso de amanhã ao jogo da Copa. "Esse assunto não é tão importante. Claro que no Brasil falam disso, perder em casa por 7 x 1 é outra reação. Talvez tenham sentimento de uma pequena revanche. Mas não vai dar. Era a semi-final da Copa. Não da para voltar"

Para ele, os jogadores brasileiros não devem entrar traumatizados com a Copa. "Eles vão entrar motivados para ganhar", disse. 

O comandante alemão também destacou como o Brasil fez um movimento em direção à ideia de "equipe". "Se ficarmos no passado, o Brasil seria sempre campeão. Em termos individuais, não tem igual. Mas eles tem de se adaptar.  Em três anos, o Brasil fez uma equipe e não apenas tem estrelas. Coutinho e Neymar estão dentro da filosofia da equipe".

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