Mladen Antonov/AFP
Mladen Antonov/AFP

Alemanha se torna a 3ª campeã mundial seguida a naufragar em estreias de Copa

Vencedora do Mundial do Brasil em 2014, seleção alemã perdeu por 1 a 0 para o México neste domingo

Ricardo Magatti, especial para a AE, Estadão Conteúdo

17 Junho 2018 | 14h26

A Alemanha não é a única campeã mundial a naufragar na estreia da Copa do Mundo seguinte à última conquista. A derrota por 1 a 0 dos alemães para o México neste domingo, no Estádio Luzhniki, em Moscou, foi a terceira seguida de um campeão mundial em jogos inaugurais do principal torneio de futebol do planeta.

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Campeã em 2006 ao bater a França nos pênaltis, a Itália, de Buffon, Cannavaro, Gattuso e Pirlo, fracassou em 2010, na África do Sul. Tropeçou no primeiro jogo ao empatar com o Paraguai em 1 a 1, protagonizou nova igualdade na partida seguinte contra a Nova Zelândia e foi derrotada para a Eslováquia no último jogo da fase de grupos, sendo eliminada precocemente no torneio.

A má fase de jogadores experientes, a falta de qualidade na geração italiana daquele ano - em 2006, havia Totti e Del Piero em grande fase - o ataque inoperante e as lesões de Buffon e Pirlo, pilares daquela equipe, que fizeram com que eles jogassem o Mundial sem a condição física necessária, foram os principais fatores que levaram a seleção tetracampeã ao fiasco na África do Sul.

Quatro anos mais tarde, foi a vez da Espanha decepcionar no torneio disputado no Brasil. A seleção que faturou a Copa em 2010 com um futebol vistoso, liderada por Xavi e Iniesta, não foi vista em 2014, e, assim como a Itália, deu adeus ao torneio logo na fase inicial, em uma chave que tinha Holanda, Chile e Austrália.

 

O jogo de estreia foi o mais vexatório, visto que os espanhóis foram goleados pela Holanda por 5 a 1, o que abalou a confiança da equipe para os dois jogos seguintes - derrota para o Chile, no jogo decisivo da chave, e vitória sobre a Austrália que foi irrelevante para a classificação. Assim como os italianos, a seleção ibérica sofreu com o desgaste físico de alguns dos seus principais jogadores, como o zagueiro Piqué, e também não contou com uma geração tão talentosa como a anterior.

Em 2002, ano do pentacampeonato da seleção brasileira, a França foi outra gigante campeã mundial a fazer feio em sua estreia. Algoz do Brasil em 1998, em sua casa, a seleção francesa foi surpreendida pelo Senegal ao perder o primeiro jogo por 1 a 0. Na sequência, outros dois tropeços - empate com o Uruguai e revés diante da Dinamarca - que levaram os franceses a se despedir da competição mais cedo, com apenas um ponto conquistado.

Pentacampeão em 2002, o Brasil contrariou a maldição dos rivais europeus ao vencer em 2006, na Copa da Alemanha, seu jogo inaugural contra a Croácia por 1 a 0, com um gol de Kaká, e avançar em primeiro de seu grupo, que ainda tinha Austrália e Japão. É certo que os comandados de Parreira caíram nas quartas de final para a França, que seria finalista daquele ano, mas, ao menos, não deram vexame na fase inicial.

A Alemanha manteve a sina dos defensores do título em estreias. Resta saber, agora, se os protagonistas do 7 a 1 irão repetir França, Itália e Espanha e também serem eliminados na primeira fase. Se isso não acontecer e o Brasil vencer a Suíça neste domingo, há grandes chances de os alemães cruzarem o caminho da seleção brasileira logo nas oitavas de final.

 

 

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