Ronald Wittek/EFE
Ronald Wittek/EFE

Alemanha vai a Sochi em busca do mesmo ambiente encontrado em 2014

Seleção alemã vai atrás de sol, praia e paz antes de enfrentar a Suécia

Ciro Campos, enviado especial / Sochi, O Estado de S.Paulo

22 Junho 2018 | 05h00

A Alemanha procurou encontrar um pouco dos ares da Bahia em plena Rússia para voltar a se inspirar na Copa do Mundo, a exemplo do que o time foi no Brasil quatro anos atrás. A derrota na estreia para o México por 1 a 0 levou o time campeão do mundo a antecipar a viagem a Sochi, onde enfrenta neste sábado a Suécia. Mudou de ambiente – estava em Moscou – para se reencontrar com a praia, o sol e o calor, combinação que tanto deu certo na conquista do tetra.

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Na concentração em Vatutinki, nos arredores da capital russa, os alemães trocaram a temperatura na casa dos 15 graus da semana passada pelo adorável calor de quase 30 graus no local do treino a metros da praia. Em vez de viajar para Sochi apenas na antevéspera da partida, como é o habitual das seleções nesta Copa do Mundo, a equipe de Joachim Löw resolveu chegar à cidade com quatro dias de antecedência.

A medida foi uma decisão da federação alemã para mudar o clima pesado depois da derrota em Moscou na estreia. A imprensa do país publicou que o grupo vive uma desavença entre os campeões mundiais de 2014 e os novatos no grupo, formado na maioria por campeões da Copa dos Confederações, no ano passado. A informação é negada pelos jogadores. No entanto, em ao menos um quesito há um entendimento entre todos os atletas alemães: vir cedo para o litoral era necessário.

“É claro que todos se lembram do Campo Bahia. Mas é uma recordação porque deu certo, porque fomos campeões”, afirmou o ex-atacante Miroslav Klose, titular na última Copa e agora auxiliar técnico. “Me parece que a viagem a Sochi é uma boa escolha. Uma mudança de palco é bom, ir para uma nova cidade, para um novo local de jogo”, elogiou o goleiro e capitão Manuel Neuer.

 

Em 2014, a Alemanha se preparou para a Copa em Santa Cruz Cabrália, no litoral sul da Bahia, onde os jogadores tiveram interação com o público local. A vila de pescadores ficou agitada pelo trabalho da equipe e pela irreverência de alguns jogadores, como Podolski. Os alemães dançaram com índios pataxós, vestiram a camisa de times baianos e conseguiram descontrair o ambiente enquanto se preparavam para o título.

“Realmente, é bom mudar um pouco de ambiente e sair de Moscou para termos um local diferente para se preparar”, disse o atacante Mario Gomez. Isolados em Vatutinki, no centro de treinamento do CSKA, a equipe sentiu que precisava resgatar o que fez em anos anteriores e deu certo: praia, calor e interação. A hospitaleira Sochi também foi a sede escolhida pelos alemães para se preparar e ganhar a Copa das Confederações, no ano passado.

Os ares do litoral mudaram a rotina. O técnico Joachim Löw levantou cedo nesta quinta-feira para caminhar pela praia, onde foi acompanhado por alguns fãs e recebeu pedidos por fotos. Os jogadores tiveram mais contato com torcedores no trajeto entre o hotel e o campo de treino, montado perto do estádio Fisht. Pelo jeito, os alemães preferem ambientes mais leves ao isolamento, semelhante a 2014.

A partida de sábado, contra a Suécia, tem o peso de valer a sobrevivência na Copa. A Alemanha corre risco de eliminação em caso de nova derrota. Os treinos em Sochi têm sido feitos sob forte calor, apesar de a partida estar marcada para o horário da noite na Rússia. “Temos de jogar de forma inteligente. Precisamos atacar, mas sem descuidar da defesa”, afirmou o volante Khedira. Os adversários jogam sem pressão, pois bateram a Coreia do Sul na estreia por 1 a 0.

O agora auxiliar Klose afirmou que a seleção alemã tem se sentido incomodada com a derrota e vai demonstrar reação. “Os jogadores experimentaram e sabem como sair de tais situações difíceis. Não é uma situação simples. É como se estivéssemos doentes, mas podemos melhorar. É preciso ter autoconfiança. Vamos passar isso aos atletas”, comentou.

 

 

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