Divulgação/Mainz
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Alemão renuncia a cargo em clube por motivo racista e diretoria comemora: 'Estamos aliviados'

Mainz prega respeito e critica decisão de antigo sócio de querer sair pelo time ter vários jogadores negros no elenco

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2020 | 13h08

O clube alemão Mainz afirmou estar aliviado e feliz com a saída de um de seus torcedores de seu quadro associativo. O homem, que não teve a identidade revelada, enviou uma carta à diretoria em que disse não se identificar mais com a equipe por haver negros demais no elenco.

"Desde muito tempo não consigo me identificar com este clube. Comecei a ter a sensação que estamos jogando a Copa de África e não a Bundesliga", justificou o ex-sócio, na carta. Apesar de contraditório, o homem negou ser racista. Ele afirma que apenas não se sente mais confortável com a quantidade de negros na equipe, que, ao todo, são nove.

O Mainz, por sua vez, não lamentou o cancelamento da assinatura do torcedor e avaliou que sua conduta é inaceitável. "Senhor, geralmente lamentamos o cancelamento das assinaturas, mas, no seu caso, isso não nos preocupa, estamos até aliviados", disse a diretoria, em comunicado oficial.  

O clube ainda explicou que não irá esperar alguém se autodenominar racista para tentar coibir esse tipo de atitude. "O racismo não começa quando alguém se define como racista - o que normalmente ninguém faz -, mas sim quando alguém expressa pontos de vista racistas", acrescentou.

O Mainz relembrou que tem no estatuto o respeito à distinção de gênero, origem, cor da pele, crenças religiosas, posição social ou orientação sexual. De acordo com o clube, quem compartilhar de seus valores será bem recebido. "Para nós, só conta quem compartilha os nossos valores. Quem fizer isso, será bem recebido na nossa comunidade. Por isso que ficamos felizes. Por você deixar de ser sócio, uma vez que não compartilha os valores básicos do clube", disse em nota oficial.

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