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Alex Silva pede que torcida cobre ele e não os jovens no São Paulo

'A defesa não passa por um bom momento e eu assumo toda a responsabilidade'

AE, Agência Estado

10 de fevereiro de 2011 | 18h08

SÃO PAULO - Após ficar de fora de três jogos do São Paulo pelo Campeonato Paulista - nos quais o time levou seis gols e saiu duas vezes de campo derrotado - o zagueiro Alex Silva está prestes a voltar à equipe tricolor. Recuperado de dores no joelho direito, o jogador quer ajudar o time a crescer e tirar da costa dos mais jovens a cobrança da torcida.

"A defesa não passa por um bom momento e eu assumo toda a responsabilidade. Podem me cobrar, me sinto no dever. Vou junto com meus companheiros procurar melhorar e já vamos começar domingo. Se [a torcida] tiver que cobrar de alguém, cobre de mim, porque sei lidar com as críticas. Não quero que cobrem do menino Luiz Eduardo, do Xandão e do Bruno Uvini", pediu o jogador pelo seu Twitter.

Desde que saiu do time, antes do jogo contra o Santos, Alex Silva foi substituído por Xandão, que não vem apresentando o mesmo futebol que surpreendeu a torcida quando chegou ao clube. O jovem Luiz Eduardo, recém-promovido da base, entrou no decorrer dos jogos contra Santos e Linense e foi titular em Ribeirão Preto, quando Paulo César Carpegiani escalou o time no 3-5-2. Operado nesta quinta-feira depois de se contundir jogando com a seleção sub-20, Bruno Uvini deve ficar fora dos gramados por três meses.

Depois de Miranda criticar a vulnerabilidade do time são-paulino, que ataca mais do que defende, Alex Silva partiu pelo caminho oposto do parceiro de zaga e foi firme na autocrítica. "Nunca fugi. Sempre assumi meus erros e sempre vou assumir. Não posso assumir publicamente, mas com meus companheiros sempre assumi", postou no Twitter.

Alex Silva, que deve voltar ao time titular contra a Portuguesa, no domingo, pela oitava rodada do Paulistão, tem contrato com o São Paulo até o meio do ano. Emprestado pelo Hamburgo, o zagueiro promove campanha virtual para ficar em São Paulo: "Gente, TORCIDA, me ajude a ficar no MELHOR DO MUNDO. Não depende só de mim!", pediu.

"Se a diretoria do São Paulo, que é competente, [tentar], e o Hamburgo, da Alemanha, não me liberar, pode ter certeza que eu volto muito triste, porque eu vou embora de onde eu nunca deveria ter saído", lamentou o zagueiro, já preparando o discurso para o caso de a negociação não dar certo.

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