Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Alexandre Kalil confirma atraso salarial no Atlético-MG e nega crise

Clube reclama que até hoje o dinheiro da transferência de Bernard está retido pela Fazenda Nacional

Agência Estado

08 de janeiro de 2014 | 13h21

BELO HORIZONTE - O presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, divulgou uma nota oficial nesta quarta-feira em que admite atraso no pagamento dos salários dos jogadores da equipe, mas também garantindo que a maior parte dos vencimentos dos funcionários do clube foram pagos. Além disso, ele garantiu que o problema "está longe de ser uma crise".

"Não é segredo que estamos atravessando um problema com relação aos salários dos jogadores, o que está longe de ser uma crise que uma parte da imprensa está ávida a jogar dentro do nosso clube. Informamos, ainda, que 95% dos funcionários já receberam os salários de dezembro, além do décimo terceiro", afirmou.

Na última terça-feira, uma publicação de Diego Tardelli no Instagram, rede social de compartilhamento de fotos, provocou polêmica, em razão das expressões "E o salário ó" "O ó do borogodó". Posteriormente, porém, o atacante negou que estivesse reclamando da falta de pagamento do Atlético-MG.

Independentemente do desmentido, Kalil admitiu nesta quarta os problemas financeiros do clube e culpou, mais uma vez, a retenção pela Fazenda Nacional do pagamento do Shakhtar Donetsk ao clube pela contratação do meia Bernard por R$ 74 milhões. Desse montante, R$ 54 milhões estão bloqueados por causa de dívidas tributárias do clube.

"Esta situação, que nunca ocorreu nos cinco anos de nossa administração, está sendo imposta pelo bloqueio arbitrário do dinheiro resultante da venda do jogador Bernard. Desde o final de 2013, estamos apelando à presidenta Dilma Roussef e ao Partido dos Trabalhadores para que nos ajudem a resolver este impasse", afirmou.

Assim como aconteceu no início de dezembro, quando também admitiu os problemas financeiros, Kalil voltou a fazer um apelo para que a verba seja liberada, garantindo que o Atlético-MG não quer nenhum privilégio.

"Como já dissemos, não queremos nenhum privilégio, nem estádios e muito menos patrocínios. O que precisamos é que o trabalho sério e correto que vem sendo desenvolvido, com o cumprimento de todas as obrigações financeiras, inclusive tributos, não seja prejudicado por esta retenção. Estamos trabalhando arduamente, confiando que a bancada mineira do Partido dos Trabalhadores nos ajudará neste momento de dificuldade", comentou.

Com as dificuldades financeiras, o Atlético-MG ainda não anunciou a chegada de reforços para a temporada 2014, quando vai defender o título da Copa Libertadores, conquistado no ano passado. Além disso, a permanência de Ronaldinho Gaúcho, sem contrato e que interessa ao turco Besiktas, é uma incógnita.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolAtlético-MGAlexandre Kalil

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.