Alexandre Pato passa em branco em vitória do São Paulo

Placar magro obriga time paulista a receber o CSA no Morumbi no jogo de volta

Fernando Faro, Agência Estado

13 de março de 2014 | 00h06

SÃO PAULO - Começou com uma vitória um tanto amarga a trajetória de Alexandre Pato no São Paulo. O jogador bem que tentou, mas passou em branco pela primeira vez em uma estreia e o 1 a 0 sobre o CSA obrigará o time a fazer o jogo de volta em 9 de abril, no Morumbi.

Como não poderia deixar de ser, a partida começou sob enorme expectativa para descobrir como Pato se apresentaria no novo time – todos querem saber se ele terá a capacidade de reescrever sua história após passagem apagada pelo Corinthians. Se não brilhou, Pato ao menos mostrou vontade.

O longo tempo dedicado apenas a treinamentos do atacante refletiu-se em campo. Ele buscou jogo desde o início e chegou a tabelar bem com Osvaldo e Luis Fabiano, mas faltou entrosamento. Pato até marcou, mas o lance foi bem anulado por causa do domínio com o braço. Jogar afastado da área impediu lances mais agudos.

Isso aconteceu porque Muricy Ramalho surpreendeu e sacou Ganso, ao invés de Pabon ou Osvaldo. Assim, restou ao novato tentar suprir a falta do meia. No início, até funcionou e o Tricolor foi para cima com bastante velocidade (e uma certa afobação) e criou algumas boas oportunidades – Luis Fabiano viu um zagueiro tirar uma bola em cima da linha e foi ao desespero quando Osvaldo chutou ao invés de passar para ele, que estava sozinho.

Só que o ânimo inicial arrefeceu e, aos poucos, o time foi se acomodando e permitindo ao CSA não ser molestado na primeira etapa. A mobilidade do meio de campo, fundamental para a vitória sobre o Corinthians, no fim de semana, desta vez não existiu, já que Ganso via a partida do banco e Souza está machucado. A exceção foi Osvaldo, que infernizou a defesa adversária pela esquerda e depois viria a ser premiado com o gol da vitória.

DORMINHOCO

Era evidente que seria preciso o São Paulo mostrar mais futebol para eliminar o jogo de volta, mas Muricy apostou na manutenção da formação no segundo tempo. Se os jogadores permaneceram, ao menos o time se apresentou mais agudo, pressionando a saída de bola do adversário.

Mesmo sem ser brilhante, foi chegando mais próximo à área e Osvaldo abriu o placar aos nove minutos, após receber de Pato e limpar praticamente toda a defesa com um belo drible. Imaginava-se que seria a senha para deslanchar, mas a atuação continuou desidratada e apática.

Muricy demorou, mas atendeu aos pedidos da torcida e lançou Ganso no lugar de Luis Fabiano. Com isso, Pato foi deslocado para jogar como centroavante, mas, exceto por uma cabeçada sua à queima-roupa, defendida brilhantemente por Pantera, o Tricolor se comportava como em uma partida festiva de fim de ano. Enquanto isso, o CSA lutava com suas limitações e passou a buscar o empate. Poderia ter conseguido, mas Uenderson se atrapalhou depois de driblar Rogério Ceni e desperdiçou a melhor chance.

A vitória não eliminou a necessidade do jogo de volta e acabou descendo quadrado para o Tricolor. Não dá para culpar o gramado, em ótimas condições, e nem o adversário, que é fraco. Faltou inspiração.

FICHA TÉCNICA:

CSA 0 X 1 SÃO PAULO

CSA - Pantera; Pedro Silva, Roberto Dias, Tiago Graça e Mineiro; Charles Vagner, Lucas, Daniel Costa e Santos (Vassoura); Jéferson Maranhão e Uéderson (Thiago Furtuoso). Técnico - Oliveira Canindé.

SÃO PAULO - Rogério Ceni; Douglas, Rodrigo Caio, Antônio Carlos (Edson Silva) e Alvaro Pereira; Wellington, Maicon e Pabon; Luis Fabiano (Ganso), Pato e Osvaldo (Ademilson). Técnico - Muricy Ramalho.

GOL - Osvaldo, aos 8 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Renan Roberto de Souza (PB).

CARTÃO AMARELO - Alvaro Pereira.

RENDA - R$ 383.000,20.

PÚBLICO - 17.006 pessoas (total).

LOCAL - Estádio Rei Pelé, em Maceió (AL).

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