Alívio de Grafite melhorou o astral

O desfecho do seqüestro da mãe do atacante Grafite, que cumpria suspensão pelo terceiro cartão amarelo, trouxe um alívio para os jogadores do São Paulo, que foram informados do fim do caso antes da partida contra a Portuguesa Santista. O técnico Emerson Leão comemorou: "Felizmente o seqüestro terminou antes que pudesse atrapalhar nosso ambiente."Juvenal Juvêncio, diretor de futebol do São Paulo, foi quem deu a boa notícia ao jogador. "Fui avisado pela polícia e liguei para o Grafite, que ficou muito feliz." Grafite deve dar uma entrevista sobre o caso nesta sexta-feira à tarde, depois do treino.O seqüestro preocupou a presidência do clube, que ofereceu apoio para tirar a família dele do bairro de Campo Limpo Paulista e trazer para o bairro da Pompéia, em São Paulo (SP), onde mora o atacante.Seqüestro encerrado, houve outro imprevisto: o "apagão" no Morumbi, que até ajudou. O técnico Leão estava irritado com o futebol apresentado pelo São Paulo nos primeiros 40 minutos de jogo. Enquanto os funcionários do clube tentavam solucionar o problema da iluminação, Leão berrava com os jogadores."Não estou satisfeito com o meu time. Não sei se vocês estão", ironizou o treinador quando questionado sobre a bronca. "Não estamos jogando bem. O time está com dificuldades de criar as jogadas. Precisamos atacar mais."Deu resultado. O gol saiu assim que a partida foi reiniciada, com todos os refletores ligados. O time fez uma "blitz" na defesa da Portuguesa Santista, que rebatia como podia até Cicinho acertar um chute sem chances para o goleiro Ronaldo. No segundo tempo, o time tomou conta do jogo e goleou.Na comemoração, Cicinho devolveu a provocação de Ronaldo, que depois de cada defesa batia as mãos com força no peito, como se dissesse: ?Eu sou mais eu?. O lateral também bateu no peito, com um sorriso irônico no rosto.Reclamação - Cicinho reclamou da marcação. "Os laterais deles estão sempre acompanhando eu (sic) e o Júnior. Isso está dificultando um pouco, mas nós esperávamos uma equipe retrancada e nos preparamos para isso. Por isso ganhamos."Mas nem tudo foram elogios entre os jogadores do São Paulo. O goleiro Rogério Ceni alertou os dirigentes sobre a falta de opções. "Estamos vencendo, mas não jogamos bem. Nosso time sentiu falta de dois jogadores (Josué e Grafite, punidos pelo terceiro cartão amarelo). Temos um elenco reduzido para tantos torneios. Depois querem ganhar o Paulista, o Brasileiro, a Libertadores...", ironizou o goleiro.

Agencia Estado,

24 de fevereiro de 2005 | 23h51

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