Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Allianz Parque pode ficar pronta só em outubro

AEG e Allianz pressionam a WTorre para acertarem as pendências com o Palmeiras e não atrasarem a obra

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2013 | 07h34

SÃO PAULO - Diretamente interessados no acerto entre WTorre e Palmeiras, a AEG e a Allianz estão preocupadas e já pediram para a construtora se entender com o clube o mais rápido possível. A tendência é de que a obra do estádio atrase ainda mais e já se fala na possibilidade de a construção ficar pronta apenas em outubro de 2014, após a data do centenário do Palmeiras, dia 26 de agosto. Oficialmente, a previsão da conclusão da obra continua sendo abril.

O Estado conversou com representantes da AEG e Allianz e eles deixaram claro que a ideia é não tomar partido na briga – pelo menos por enquanto – entre clube e construtora, mas exigem uma solução rápida para o prejuízo não ser ainda maior para todos os envolvidos. A AEG é responsável pela realização e comercialização de eventos na arena e a Allianz comprou os direitos do nome do estádio por US$ 300 milhões.

A AEG já contratou a banda inglesa One Direction para dois shows, dias 10 e 11 de maio de 2014, no estádio do Palmeiras, e os ingressos para o primeiro dia da apresentação do grupo estão esgotados. A organizadora do evento diz que vai esperar mais algumas semanas para aguardar um acordo entre Palmeiras e WTorre e, caso não aconteça, deve entrar em contato com os compradores dos bilhetes e comunicar a alteração de local do show. O Morumbi é uma opção.

"Acreditamos que não seria interessante para ninguém essa demora. Se cada um dos lados ceder um pouco, acho que todo mundo sai ganhando e teremos a arena que, não só os palmeirenses, mas toda a cidade espera", disse um membro da AEG. A ideia era que antes da apresentação do One Direction fosse realizado um mega show com uma banda ou um astro internacional. Rolling Stones, Jennifer Lopez e Paul McCartney são alguns dos cotados.

O temor das empresas é que se o acordo entre construtora e clube não sair, a briga vai para Câmara da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e isso pode atrasar a obra por até um ano, ou seja, apenas em 2015 os shows e jogos poderiam ser realizados. O ponto de maior divergência está em relação a comercialização de cadeiras. A WTorre alega que é a responsável pela venda de todos os lugares da arquibancada enquanto o Palmeiras diz que a construtora tem apenas dez mil cadeiras sob sua supervisão. A relação pessoal entre Walter Torre e Paulo Nobre é tão ruim que clube e construtora resolveram contratar intermediários para falar em nome das partes nas reuniões de conciliação. E eles ainda contarão com um terceiro negociador, que ficará neutro na discussão. 

COMIDA

Nesta quinta-feira, um grupo de cerca de cem operários fez um protesto em frente da arena contra a qualidade da alimentação fornecida aos trabalhadores na obra. Eles reclamaram que alguns operários passaram mal na por causa da comida. A WTorre informou que na quinta mesmo o contrato com o fornecedor foi rescindido e que uma nova empresa assumiu a operação. A construtora alega que a alimentação dos operários é avaliada diariamente por nutricionistas que coletam amostras de tudo o que é servido.

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