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Em sua volta ao Vasco da Gama em 1980, Roberto Dinamite marcou cinco gols contra o Corinthians Acervo Estadão

Em sua volta ao Vasco da Gama em 1980, Roberto Dinamite marcou cinco gols contra o Corinthians Acervo Estadão

ALMANAQUE ESTADÃO - O dia em que Roberto Dinamite ganhou do Corinthians por 5 a 2

Partida que marcou o retorno do atacante ao clube carioca, após seis meses no Barcelona, entrou para a história dele e do time

Imagem Wilson Baldini Jr.

Wilson Baldini Jr. , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Em sua volta ao Vasco da Gama em 1980, Roberto Dinamite marcou cinco gols contra o Corinthians Acervo Estadão

No dia 4 de maio de 1980, Roberto Dinamite teve sua maior atuação com a camisa do Vasco. Para muitos, aquele jogo o consagrou como o maior ídolo da história do clube de São Januário. Dinamite marcou cinco gols contra o Corinthians, de Sócrates e companhia, pela segunda fase do Campeonato Brasileiro. O atacante, depois de anos, se tornaria presidente do time carioca, mas sua gestão foi bastante questionada, mas essa é outra história.

O velho Maracanã estava em um de seus dias de glória. Os quase 108 mil torcedores, que proporcionaram renda de CR$ 8.648.474,00 (uma fortuna para a época), quase não deixavam espaço entre as numeradas e a saudosa geral, onde ficavam os "geraldinos", criando o ambiente propício para uma grande partida de futebol. Todo mundo foi ver o retorno de Roberto, após seis meses sem sucesso pelo Barcelona. Até mesmo os flamenguistas, que assistiram na preliminar a vitória do rubro-negro sobre o Bangu por 3 a 0. 

Favorito mesmo no Rio, o Corinthians começou bastante ofensivo e logo abriu o marcador com um golaço de sem-pulo do fortíssimo volante Caçapava, aos 11 minutos. O lendário goleiro Mazzaropi nem viu a bola passar. Mas o dia era de Roberto Dinamite, e isso não demorou a se ver. Em uma falha geral da zaga corintiana, aos 13 minutos o centroavante acertou um chute indefensável para o goleiro grandalhão Jairo, empatando a partida em 1 a 1. A sorte estava ao lado do craque vascaíno. Aos 27, Dinamite arriscou da intermediária, o 'morrinho artilheiro' ajudou e os cariocas conseguiram a virada, com dois gols do atacante.

Roberto estava impossível, superando até as expectativas do técnico Orlando Fantoni, que antes do jogo pedira para que a torcida "não esperasse tanto" dele em seu retorno ao Brasil. Aos 37 de jogo, em um contra-golpe espetacular, Guina deu passe "açucarado" para o atacante. Roberto bateu com rara habilidade: 3 a 1. Já era o nome do jogo, aplaudido pelos vascaínos e por quem estivesse no Maracanã naquele dia.

Era o primeiro tempo e o massacre de Roberto ainda estava em andamento. Aos 39, como tudo dava certo para o Vasco, o volante Dudu emendou um chute de bem longe. Jairo foi mal na bola e rebateu na pequena área. Ela ficou esperando a chegada de Roberto, que chegou sem apelação: 4 a 1, com quatro de Dinamite. O Corinthians continuava valente e tentava diminuir o vexame. Além de Sócrates, Caçapava e Jairo, o time de Parque São Jorge tinha Zé Maria, Vladimir, Basílio e Geraldão, que sofreu um pênalti, aos 43 da primeira etapa. Sócrates cobrou com categoria e diminuiu a desvantagem para 4 a 2. 

CONFIRA OS GOLS DE DINAMITE CONTRA O CORINTHIANS

Depois de um primeiro tempo eletrizante, ainda havia espaço reservado para mais um golaço de Roberto. Em jogada individual, o artilheiro mandou uma "bomba" de fora da área, no ângulo superior esquerdo de Jairo, que pulou só para sair na foto. Não era preciso mais nada para o torcedor vascaíno, que foi à loucura com o retorno triunfal de seu maior símbolo dentro de campo. "Fiz mais de mil partidas pelo Vasco (1.110, com 708 gols) em toda a minha carreira, mas essa contra o Corinthians foi especial. Joguei 20 anos como profissional e não me lembro de outro jogador que tenha tido a honra de marcar cinco gols no Corinthians", disse Roberto, ao site do clube carioca.

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Eu tive seis chances e marquei cinco vezes. O Vasco jogou muito bem e isso me ajudou. Reencontrei o Maracanã com cem mil pessoas. Voltei para minha casa, para minhas origens, para a família vascaína
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Roberto Dinamite, ex-jogador do Vasco

"Começou a sair um gol atrás do outro. Eu tive seis chances e marquei cinco vezes. O Vasco jogou muito bem e isso me ajudou. Reencontrei o Maracanã com cem mil pessoas. Voltei para minha casa, para minhas origens, para a família vascaína. Tudo isso tinha um significado muito especial."  

Em um campeonato repleto de grandes jogos, como o Flamengo 6 x 2 Palmeiras, Internacional 0 x 3 Atlético-MG e a vitória do Corinthians por 5 a 0 sobre o Grêmio, este jogo merece um lugar no coração de todos que gostam de futebol e do Brasileirão. Seja vascaíno, ou até mesmo corintiano, vale a pena rever. É uma página magnífica da história do futebol nacional.

FICHA TÉCNICA VASCO 5 X 2 CORINTHIANS

  • VASCO: Mazzaropi, Orlando, Juan, Léo, Paulo César, Dudu, Guina, Jorge Mendonça, Catinha (Paulo Roberto), Roberto Dinamite e Paulinho (Aílton). Técnico: Orlando Fantoni
  • CORINTHIANS: Jairo, Zé Maria, Mauro, Amaral, Wladimir, Caçapava (Djalma), Basílio, Sócrates, Piter, Geraldão (Toninho) e Wilsinho. Técnico: Jorge Vieira

     

  • Gols: Caçapava (11/1ºT), Roberto Dinamite (13/1ºT), Roberto Dinamite (27/1ºT), Roberto Dinamite (37/1ºT), Roberto Dinamite (39/1ºT), Sócrates (43/1ºT) e Roberto Dinamite (27/2ºT).
  • Data: 04/05/1980
  • Competição: Campeonato Brasileiro, segunda fase
  • Local: Maracanã, Rio De Janeiro - RJ
  • Juiz: Carlos Sérgio Rosa Martins
  • Público: 107.474 pagantes

 

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No Brasileiro de 2015, Corinthians festeja hexa com goleada sobre o São Paulo

Equipe dirigida por Tite chegou ao ápice da temporada ao massacrar rival com a força do time reserva

Wilson Baldini Jr., O Estado de S. Paulo

20 de maio de 2020 | 14h00

Em 22 de novembro de 2015, 45 mil corintianos lotaram a Arena, em Itaquera, para festejar de forma antecipada a sexta conquista do Campeonato Brasileiro diante do rival São Paulo, pois três dias antes havia garantido a taça após empate com o Vasco, em São Januário. Mas nem o torcedor mais fanático poderia esperar que aquele domingo ensolarado entraria para a história da competição por registrar uma vitória alvinegra por 6 a 1, a maior goleada deste tradicional duelo. O torcedor vibrou, festejou, parecia não acreditar. 

O técnico Tite surpreendeu a todos ao colocar um time com apenas três titulares em campo para a disputa da 36.ª e antepenúltima rodada da competição nacional: o goleiro Cássio, o zagueiro Felipe e o volante Ralf. Os reservas não decepcionaram e tiveram uma das maiores atuações de todos os tempos. Ao fim da primeira etapa, o placar já era de 3 a 0. No segundo tempo, mais três gols em apenas 30 minutos. Detalhe: todos os gols marcados por jogadores que vieram do banco: Bruno Henrique, Romero, Edu Dracena, Lucca e Cristian. O são-paulino Hudson fez um contra para "ajudar". O São Paulo, desnorteado, só conseguiu fazer seu gol com Carlinhos e ainda viu Cássio defender pênalti cobrado por Alan Kardec.

Em êxtase, Tite elogiou o poder de concentração da equipe corintiana. "Se o time não fosse campeão este ano, eu ficaria muito chateado." Cristian destacou a chance proporcionada pelo treinador. "Foi uma oportunidade muito grande que tivemos para mostrarmos o nosso valor. E mostramos." Renato Augusto, um dos titulares poupados pelo treinador corintiano, chamou a atenção para a força dos reservas do elenco. "É difícil de ganhar deles até em treino coletivo. É uma equipe muito boa", reconheceu.

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Se o time não fosse campeão este ano, eu ficaria muito chateado
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Tite, Técnico do Corinthians em 2015

Do lado do São Paulo, o diretor Ataíde Gil Guerreiro tratou de mexer com o brio dos jogadores derrotados na casa do rival. "Importante neste momento é o time não perder moral para não ficar fora da Libertadores." O alerta do dirigente deu resultado e o time do Morumbi conseguiu nas duas últimas rodadas do Brasileiro garantir o quarto lugar e uma vaga na competição sul-americana.

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É difícil de ganhar deles (reservas) até em treino coletivo
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Renato Augusto, Meia do Corinthians em 2015

Corinthians humilha São Paulo na festa pelo título e goleia por 6 a 1

LEIA O TEXTO DO ESTADÃO APÓS O JOGO

O torcedor corintiano foi neste domingo ao estádio Itaquerão, em São Paulo, sem grandes pretensões. Queria só fazer festa e levantar a taça de campeão brasileiro. A festa, no entanto, acabou virando baile em cima do São Paulo. Mesmo com um time cheio de reservas, o Corinthians humilhou o rival e goleou por 6 a 1, pela 36.ª rodada. Foi a maior vitória da equipe na história do clássico - nunca havia feito seis gols em cima da equipe tricolor.

Foi um show alvinegro. A equipe liquidou a partida antes do intervalo. Com apenas 30 minutos, a torcida já gritava "olé" a cada toque na bola. No segundo tempo, os gritos foram de "nosso freguês voltou". Envergonhados, os torcedores do São Paulo pediram para a Polícia Militar liberar a saída do estádio no início do segundo tempo. Como a autorização da PM só saiu aos 35 minutos, foram obrigados a assistir ao massacre da equipe. Com 56 pontos, o time tricolor segue na briga pelo G4 - grupo de classificação à Copa Libertadores.

A vitória deste domingo confirmou a força do elenco corintiano. Hoje, a equipe do Parque São Jorge não tem rivais à altura no País. O time é muito superior em relação aos seus adversários. Não por acaso garantiu o título com três rodadas de antecedência e até quando joga em clima de festa, descontraído, ganha com facilidade.

Neste domingo, por exemplo, o técnico Tite resolveu dar descanso para oito titulares. Apenas Cássio, Felipe e Ralf começaram jogando. Mesmo assim, os reservas conseguiram manter o padrão que levou o time ao título. A defesa mostrou-se sólida e o ataque eficiente para aproveitar os erros do adversário, sobretudo nas jogadas de bola parada.

Com o triunfo deste domingo, o Corinthians chegou aos 80 pontos e igualou a marca do Cruzeiro de 2014, dono da melhor campanha dos pontos corridos desde 2006, quando o campeonato passou a ser disputado por 20 equipes. Restando duas rodadas para o fim do Brasileirão, o time pode chegar a 86 e aumentar o recorde.

O show corintiano começou aos 26 minutos. Felipe cabeceou no canto direito e, no rebote de Denis, Bruno Henrique completou para o gol. Dois minutos depois, Romero aproveitou cobrança de escanteio e cabeceou sem chance para o goleiro são-paulino. Antes do intervalo, aos 44, Edu Dracena fez o terceiro após cruzamento de Danilo. O baile continuou no segundo tempo. Aos 15 minutos, Romero fez linda jogada, passou para Bruno Henrique, que rolou para Danilo. O meia deu belo toque letra para Lucca bater na saída o goleiro. Desnorteado, o São Paulo levou o quinto gol três minutos depois. Hudson desviou o toque de Romero e fez contra.

A equipe tricolor ainda diminuiu com Carlinhos, a reação não passou de um lance isolado. Aos 30 minutos, Cristian fez o sexto de pênalti. Para a festa ficar completa, faltava Cássio brilhar. E o goleiro defendeu pênalti de Alan Kardec aos 34. A torcida comemorou como se fosse um gol e gritou "é campeão" mais forte.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 6 x 1 SÃO PAULO

CORINTHIANS - Cássio; Fagner, Felipe, Edu Dracena e Uendel (Yago); Ralf, Bruno Henrique, Rodriguinho (Cristian) e Danilo (Lincom); Lucca e Romero. Técnico: Tite.

SÃO PAULO - Denis; Bruno (Reinaldo), Rodrigo Caio, Lucão e Carlinhos; Hudson, Thiago Mendes, Wesley (Edson Silva) e Michel Bastos; Rogério (Luis Fabiano) e Alan Kardec. Técnico: Milton Cruz (interino).

GOLS - Bruno Henrique, aos 26, Romero, aos 28, e Edu Dracena, aos 44 minutos do primeiro tempo; Lucca, aos 15, Hudson (contra), aos 18, Carlinhos, aos 24, e Cristian (pênalti), aos 30 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Edílson (no banco de reservas) e Fagner (Corinthians); Bruno e Thiago Mendes (São Paulo).

ÁRBITRO - Péricles Bassols Pegado Cortez (Fifa/RJ).

RENDA - R$ 2.939.497,50.

PÚBLICO - 44.976 pagantes.

LOCAL - Estádio Itaquerão, em São Paulo (SP).

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Flamengo campeão brasileiro de 1980 Arquivo|Estadão

Há 40 anos, Flamengo faturava seu 1º título nacional em final histórica

Numa das maiores decisões da história do Brasileirão, o time carioca, com Zico e companhia, derrotou o Atlético-MG diante de quase 155 mil pessoas no Maracanã

Leandro Silveira , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Flamengo campeão brasileiro de 1980 Arquivo|Estadão

Em 1º de junho de 1980, 154.355 pessoas pagaram para entrar no Maracanã, ver uma das maiores finais da história do Campeonato Brasileiro e acompanhar a conquista do primeiro título nacional da mais gloriosa equipe do Flamengo, que derrotou naquela decisão o Atlético-MG por 3 a 2. A partida consagrou a geração de Zico e fez emergir a maior rivalidade interestadual do País.

A final daquele Brasileirão reuniu dois esquadrões formados por diversos craques, alguns deles que comporiam a base da seleção que disputou a Copa do Mundo de 1982, como Junior, Zico, Toninho Cerezo, Eder Aleixo e Luisinho. E ficou marcada pelo brilho de Reinaldo e Nunes, dois dos maiores centroavantes da história do futebol nacional.

O equilíbrio entre as equipes estava claro antes mesmo da decisão começar, pelas campanhas na competição: ambos tinham somado 32 pontos (a vitória valia 2) em 20 duelos, sendo que o Flamengo tinha 13 vitórias, 6 empates e 1 derrota, contra os 14 triunfos, 4 igualdades e dois reveses atleticanos. Na primeira partida da decisão, no Mineirão, o Atlético-MG abriu vantagem ao vencer com um gol de Reinaldo, o que lhe dava a chance de ser campeão no Maracanã com uma igualdade. Mas apesar da ótima atuação do seu craque, que fez mais dois gols, a taça ficou com o Flamengo.

Quem brilhou, até mais e por último, foi Nunes. O centroavante abriu o placar da decisão aos sete minutos do primeiro tempo, mas Reinaldo deu a resposta no lance seguinte, para empatar. Zico, o maior craque daquele Flamengo, colocou sua equipe em vantagem ao intervalo ao marcar aos 44 minutos. O time carioca parecia próximo de levar a taça, mas antes passou por um enorme susto. Mesmo mancando e sem condições de seguir em campo - e chamado de "bichado" pela torcida flamenguista -, Reinaldo calou a maioria no estádio ao empatar a partida aos 21 da etapa final.

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Estávamos nervosos, não de medo, mas para vencer a partida. Você ser campeão do Brasil é importantíssimo. Pelo Flamengo, é mais importante do que qualquer coisa
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Raul, goleiro do Flamengo

Dois minutos depois, a polêmica da patida: após a marcação de um impedimento inexistente, Reinaldo catimbou, para atrapalhar a saída de jogo do adversário, e acabou sendo expulso por José de Assis Aragão. Com um jogador a mais, o Flamengo marcou o gol do título aos 37 minutos, com Nunes, que deu um drible seco em Silvestre antes de finalizar às redes. As emoções, porém, não se encerrariam ali. O Atlético-MG ainda teve Chicão e Palhinha expulsos. Mesmo assim, no lance derradeiro, teve a chance de empatar o jogo pela terceira vez, após erro de Manguito, com Pedrinho, que passou por Raul, mas teve sua finalização cortada. Assim, só ao apito final de Aragão, o Flamengo pôde comemorar o seu primeiro título brasileiro.

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Se aquela jogada final do Atlético resulta em gol, faríamos outro na saída de bola. Faltava ainda um minuto e o juiz não acabaria o jogo. E pensei assim em todas as vezes que o Atlético empatou
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Zico, meia do Flamengo

A partir dali, aquele time do Flamengo dominaria o futebol nacional. Mas sua formação começou antes, no fim da década de 1970, com jovens da base, como Zico, Leandro, Júnior, Andrade, Adílio e Tita, que seriam campeões estaduais em 1978 e 1979. Depois do título nacional em 1980, o Flamengo venceria a Libertadores e o Mundial Interclubes em 1981, além do Campeonato Carioca. E ainda faturaria o Brasileirão em 1982 e 1983. 

FICHA TÉCNICA

01/06/1980 - FLAMENGO 3 x 2 ATLÉTICO-MG

  • FLAMENGO - Raul; Toninho, Manguito, Marinho e Júnior; Andrade, Carpegiani (Adílio) e Zico; Tita, Nunes e Júlio César. Técnico: Cláudio Coutinho
  • ATLÉTICO-MG - João Leite; Orlando (Silvestre), Osmar, Luisinho (Geraldo) e Jorge Valença; Chicão, Toninho Cerezo e Palhinha; Pedrinho, Reinaldo e Éder. Técnico: Procópio Cardoso

GOLS - Nunes, aos 7, Reinaldo, aos 8, e Zico, aos 44 minutos do primeiro tempo; Reinaldo, aos 21, e Nunes, aos 37 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - José de Assis Aragão (SP).

CARTÕES VERMELHOS - Reinaldo, Chicão e Palhinha (Atlético-MG).

RENDA - Cr$ 19.726.210,00.

PÚBLICO - 154.355 pagantes.

LOCAL - Maracanã, no Rio.

 

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