Aloísio não passará por cirurgia no tornozelo direito

São Paulo opta por realizar o tratamento convencional; jogador pode ficar de fora por até dois meses

Marcius Azevedo, Jornal da Tarde

02 de abril de 2008 | 19h58

O departamento médico do São Paulo optou nesta quarta-feira por não operar o atacante Aloísio, pelo menos não num primeiro momento. O jogador, que sofreu uma lesão ligamentar no tornozelo direito no último domingo, na partida contra o Bragantino, fará o tratamento convencional, segundo informou o médico José Sanchez.A opção dos médicos se deu pelo fato de Aloísio já ter sofrido lesões aparecidas na carreira e ter se recuperado sem necessitar de correção cirúrgica. O tratamento será á base de fisioterapia, repouso e paciência, muita paciência.A decisão foi tomada após novo exame feito ontem, um raio x. "Tivemos uma resposta positiva e, por isso, decidimos aguardar mais um pouco", disse Sanchez. "Vamos reavaliá-lo em uma ou duas semanas. E pedir outros exames. Se ele apresentar instabilidade, aí sim faremos a operação."Se tiver que passar por cirurgia, o período de recuperação é mais longo. O retorno aconteceria em três ou quatro meses somente. Com o tratamento convencional, os médicos vão tentar colocar Aloísio em condições de voltar aos gramados antes do fim da Libertadores, em julho, se o São Paulo chegar.Apesar da esperança de contar com o atacante ainda no torneio continental, o vice-presidente de futebol do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, confirmou que o clube está realmente atrás de outro jogador da posição. "É uma situação nova e ainda estamos analisando. Queremos um atacante e também um zagueiro, mas não abrimos negociação com ninguém."O técnico Muricy Ramalho afirmou que a contusão de Aloísio poderia ter sido evitado se estádios como o Marcelo Stéfani, do Bragantino, fossem interditados pela Federação Paulista de Futebol. MURICY NA BRONCA"Aquele campo não existe, aquilo não é campo, com todo respeito. O Bragantino melhorou o vestiário, mas o campo é brincadeira.Aquilo não dá nem para andar, não dá para dar um passe certo, não dá para jogar futebol."Muricy defende uma intervenção da Federação Paulista no local para evitar novas lesões. "Tem de se fazer vistorias antes dos campeonatos começarem, como sempre foi feito." O técnico usou como exemplo uma situação que viveu na Portuguesa Santista. "Reformamos o gramado e, para preservá-lo, treinávamos na praia, no estacionamento, em qualquer lugar." E foi além. "Quem liberou o estádio de Bragança está de brincadeira, porque é perigoso. O problema é que ninguém se pronuncia, sempre o trouxa aqui que se expõe."Se depender da diretoria, Muricy não terá companhia na reclamação. Ao JT, Leco afirmou que não irá entrar com qualquer representação contra o Bragantino. "Não temos como fazer nada. Mas expor o fato pela imprensa, como fez o Muricy, é válido."O superintendente de futebol e também médico Marco Aurélio Cunha preferiu não acusar o time de Bragança Paulista. Para ele, não é possível determinar o quanto o gramado ruim do estádio contribuiu para que Aloísio se lesionasse com gravidade. "Não podemos falar que ele se lesionou porque pisou em um buraco. Talvez ele se machucasse assim jogando aqui no Morumbi."Muricy não concordou. "Agora vamos perder um jogador importante por causa de um gramado que não existe. O prejuízo é todo nosso e ninguém faz nada."

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