Aloísio não teme os beques ingleses

Aloísio é uma espécie de plano B do São Paulo para o jogo deste domingo contra o Liverpool, na final do Mundial de Clubes da Fifa. Todos falam em vencer com habilidade e drible, mas ele diz que há outros caminhos. ?Se não der no jeito, a gente tem de ganhar na força mesmo. Eu não tenho medo de zagueiro nenhum. Manda a bola que eu me viro. Joguei na França e na Rússia e estou acostumado com zagueiro europeu?. Ele acredita que possa levar vantagem no jogo de confronto. ?Pelo alto, é difícil ganhar deles, mas na velocidade, é mais fácil. Você viu uma jogada em que o atacante do Saprissa ganhou na velocidade dos dois beques? Ele errou na finalização. A chance existiu, se aparecer para a gente, tem de colocar para dentro. Eu tive uma chance na cabeçada, mas errei por pouco. Não dá para perder possibilidades assim?. Aloísio conta que foi cobrador oficial de pênaltis no Goiás e no Saint-Etienne, da França. ?Bato bem, só não conto como é. Vai ser surpresa, mas tomara que não tenha decisão por penais. Se precisar, eu bato, sim. Outra coisa que eu faço bem é ajudar na marcação?. Há outro tipo de trabalho que o atacante tem feito. ?Coopero bastante nos escanteios e na barreira. Tenho treinado bastante para impedir a saída de bola do Liverpool. O Saprissa deixou eles virem e resolveu marcar em seu campo. Foi errado. Eles não vão ter essa chance com a gente, não?. Dizendo-se totalmente adaptado ao São Paulo, Aloísio tem certeza de que as negociações com o Atlético-PR vão dar certo e que ele ficará por mais tempo do que os três meses de contrato que tem atualmente. ?Foi uma honra muito grande receber um convite para jogar no São Paulo. E, ainda por cima, em um Mundial. Quero retribuir isso e ficar aqui muito tempo?.

Agencia Estado,

16 de dezembro de 2005 | 15h59

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