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Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

Alvo do Palmeiras, Sampaoli entra em conflito com o Santos sobre pagamento de multa

Técnico nega que já pediu demissão, enquanto clube considera que argentino faz manobra para não bancar rescisão

Ciro Campos, Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2019 | 13h42

A saída do técnico Jorge Sampaoli do Santos ainda não está completamente resolvida. Apesar de o clube ter publicado nota oficial com a informação de que o argentino pediu para deixar o cargo na segunda-feira, a versão é contestada por ele. O treinador garante não ser obrigado a pagar 2,5 milhões de euros (R$ 11,4 milhões) como multa por ter rescindido antes do prazo previsto em contrato.

Quando o Santos contratou Sampaoli, uma cláusula do acordo previa que o argentino teria de ressarcir o clube caso deixasse o cargo antes de 10 de dezembro deste ano. Segundo o Santos, o treinador pediu demissão na segunda-feira, dia 9. Porém, no entender do argentino, o desligamento ainda não foi realizado de forma oficial porque não houve a assinatura de documentos.

Em entrevista ao jornal Lance!, Sampaoli explicou que ainda falta homologar a sua rescisão. "Eu não me demiti oficialmente. Essa é a verdade. O clube tem que ser responsável e mostrar documentação da demissão. Agora eu estou seguro de que vou sair", disse o argentino. O Santos considera ter provas suficientes de que a demissão foi na segunda-feira.

Em nota oficial, o Santos destacou que Sampaoli pediu demissão antes do prazo previsto em contrato. "O Santos FC comunica que, na data de 09/12/2019, em reunião realizada pela manhã no CT Rei Pelé, o treinador Jorge Sampaoli pediu demissão do cargo", diz o texto. O Estado conversou com uma pessoa próxima de Sampaoli que contestou a informação e chamou o conteúdo da nota de "irresponsabilidade".

O Santos considera que o treinador faz uma manobra para adiar o pedido de desligamento e evitar o pagamento da multa. A demissão do treinador já foi encaminhada aos departamentos jurídico e de recursos humanos do clube, dentro do processo habitual que é feito também com outros funcionários.

O argentino vai voltar a conversar com dirigentes do Palmeiras nos próximos dias para continuar com a negociação para assumir o comando da equipe. O principal entrave é a questão financeira. A diretoria alviverde considerou muito elevada a pedida salarial de R$ 2 milhões de Sampaoli. O valor inclui o salário dele e de outros cinco auxiliares.

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