Marco Bertorello / AFP
Gabriel fez apenas um gol enquanto esteve na Internazionale. Marco Bertorello / AFP

Ambiente e estilo de jogo minaram Gabigol na Itália, analisa jornalista

Repórter do país europeu diz que jogador também não se ajudou quando entrou em campo

Matteo Bianucci, Estadão Conteúdo

20 de fevereiro de 2018 | 09h42

Gabigol foi apresentado ao público de Milão como o novo Ronaldo. A Inter organizou uma grande cerimônia, com um forte impacto midiático, para sua chegada, mas as expectativas foram exageradas. Ele sentiu os problemas de adaptação ao ambiente italiano e a um estilo de jogo bem diferente do brasileiro.

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Os italianos dedicam uma atenção quase excessiva à disciplina tática. Um jogador que tem falhas nesse aspecto tem dificuldades para encontrar espaços. As equipes se concentram na fase defensiva, com marcações fortes e faltas de espaços, os atacantes têm de marcar, fatores que geralmente complicam a adaptação de um jogador sul-americano. Stefano Pioli, treinador da Inter antes de Luciano Spalletti, declarou que Gabriel tinha uma dificuldade de suportar a intensidade física dos treinos, mesmo que estivesse melhorando.

A presença de jogadores como Icardi ou Candreva, entre os melhores do torneio italiano, não o ajudou. Gabriel também não se ajudou. Mesmo quando entrou em campo, ele não se entregou totalmente. Por outro lado, ele conquistou o coração e a simpatia da torcida do Inter que sempre tentou dar suporte para suas atuações.

A gota d’água foi um ato de indisciplina. No penúltimo jogo do ano, Gabriel abandonou o banco quando o técnico Stefano Vecchi escolheu Pinamonti para entrar nos últimos minutos. Foi a ruptura definitiva.

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Decisivo no clássico, Gabriel Barbosa celebra bom momento no Santos

'Voltei com fome', afirma o atacante, que fez três gols em três jogos

Estadão Conteúdo

19 de fevereiro de 2018 | 15h58

O atacante Gabriel Barbosa, o Gabigol, não demorou muito para recuperar seu bom futebol no Santos. Desde que retornou ao clube que o revelou, ele fez três gols em três jogos, um deles muito decisivo, na vitória por 1 a 0 no clássico contra o São Paulo neste domingo, no Morumbi, pela oitava rodada do Campeonato Paulista, e voltou a estar em destaque.

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Os gols e as boas atuações neste começo de temporada com a camisa santista não são, no entanto, suficientes para o atacante campeão olímpico. Ele festejou a boa fase mas diz querer mais, tendo a conquista de títulos como objetivo. "Eu quero marcar meu nome na história do Santos. Sem títulos, a vida do jogador é um pouco nula. Então quero fazer gols, ajudar meus companheiros e ser campeão com a camisa do Santos", disse o jogador em entrevista à TV Globo.

"Eu voltei com fome. Três jogos e três gols ainda é muito pouco. Quero jogar tudo, até bola na praia se me chamar. A minha fase não é só minha, é do time, do clube. O time tem grandes jogadores, um grande treinador, e eu quero ajudar de alguma forma", acrescentou.

Gabriel ficou pouco mais de um ano na Europa e não rendeu o esperado. Pelo contrário, acumulou briga com treinadores e fez apenas um gol na Inter de Milão, que o emprestou ao Benfica. No clube português, também não vingou e foi dispensado seis meses antes do término do contrato de empréstimo. Apesar da fase ruim na Europa, o atacante, que tem contrato com a Inter de Milão e foi emprestado ao Santos, diz ter aprendido muito fora do Brasil e já mira o retorno ao Velho Continente.

"Aprendi muito mesmo sem jogar, como (em relação à) alimentação, horário de dormir. Tive grandes companheiros de outros países, aprendi novas culturas, uma nova língua. Tenho 21 anos ainda, dá para eu ir e voltar (à Europa) várias vezes. Tenho contrato com a Inter, e logo logo estou de volta", concluiu.

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