Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

'Ameaça e violência prejudicam trabalho', avisa Gilson Kleina

Técnico está preocupado com as manifestações da torcida em caso de rebaixamento à Série B

Daniel Batista e Paulo Galdieri, Agência Estado

12 de novembro de 2012 | 15h13

SÃO PAULO - As ameaças feitas pela torcida do Palmeiras em caso de rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro preocupam o técnico Gilson Kleina. O treinador lembra que a violência dos torcedores não fará o time jogar melhor. Pelo contrário: só prejudica a concentração da equipe, que briga ainda para não cair.

"Não adianta trabalhar com ameaça e violência. Isso prejudica ainda mais o nosso trabalho porque o lado emocional influencia bastante nesse momento. Estamos tentando fazer a nossa parte. O torcedor não verá ninguém jogando a toalha, posso garantir", afirmou o treinador.

Kleina destacou que o time tem brio e não deixará de lutar contra o rebaixamento. "Todo mundo está sentindo pelo que está acontecendo. Os jogadores querem dar uma resposta, todos têm vergonha na cara. O grupo está sofrendo muito."

Horas depois de o Palmeiras ter sido derrotado por 3 a 2 pelo campeão Fluminense, em Presidente Prudente, vândalos atearam fogo, na madrugada desta segunda-feira, à loja do clube, que fica no Palestra Itália.

Antes de o local ser incendiado e arrombado, uma frase foi pichada na porta da loja com a frase: "Acabou a paz". O Palestra Itália também voltou a ser alvo de novas pichações contendo ameaças, como já havia ocorrido na semana passada, sendo que o principal alvo das mesmas foi o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, que vem tendo a sua cabeça pedida pelos torcedores.

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