Ameaçado, Flamengo reforça segurança

O Flamengo vive uma das maiores crises de sua história. A oito rodadas do fim do Campeonato Brasileiro, a equipe está na zona de rebaixamento e, além disso, entrará em campo nesta segunda-feira sob ameaça de um grupo de torcedores mais exaltados. Em manifesto distribuído à diretoria e aos jogadores, eles afirmaram que não vão se responsabilizar por seus atos caso o clube carioca seja derrotado pelo Coritiba, a partir das 20h30 desta segunda-feira, no Estádio Luso-Brasileiro. A diretoria do Flamengo registrou o fato (a ameaça) em uma delegacia policial e, certamente, vai reforçar a segurança da delegação. Em meio ao clima de tensão, o técnico Joel Santana decidiu ousar na armação do time. Famoso pelo apreço à retranca, o treinador escalou um meio-de-campo cuja principal característica não é a marcação. Jônatas, Renato, Diego Souza e Júnior são volantes que não se limitam apenas a fazer faltas. Por outro lado, eles também não são tão criativos, o que dificulta a vida dos atacantes Josafá e César Ramirez. Para Joel Santana, o momento é de arriscar. ?O empate não interessa. A gente não pode mais perder pontos?. Sem o zagueiro Renato Silva, suspenso, o técnico do Flamengo escolheu Fernando para atuar ao lado de Rodrigo. Sob alegação de que o meia-atacante Fellype Gabriel está abatido por causa de problemas familiares, Joel Santana o barrou. ?Ele tem talento, é bom jogador e tem condições de dar a volta por cima?. O goleiro Diego, que, a exemplo de Fellype Gabriel, falhou em um dos gols do Juventude, na última rodada, segue como titular. ?O momento é de superação?, afirmou o treinador, que tenta a todo momento levantar a auto-estima do elenco. ?Acredito no potencial deles (jogadores). Por isso, vim para cá?.

Agencia Estado,

30 de outubro de 2005 | 18h52

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