Nilton Fukuda/Estadão
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Ameaçados

Em breve, dupla de cima do Brasileiro terá a companhia de outros postulantes ao título

Robson Morelli, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2018 | 04h00

O Campeonato Brasileiro está aberto. São Paulo e Internacional mobilizam a disputa da ponta da tabela rodada a rodada, mas não são os únicos a brigar pela taça. E essa parece ser uma conclusão óbvia depois da 26.ª jornada, em que os dois principais postulantes até então à conquista derraparam em seus respectivos jogos – o São Paulo permitiu empate do América-MG em casa e o Inter fez o seu melhor diante do Corinthians em Itaquera em nova igualdade.

A soma de apenas um ponto para cada um, de São Paulo é Internacional, atiçou e fez crescer os olhos dos times que vêm logo abaixo da dupla de cima. Refiro-me a Palmeiras, Grêmio e Flamengo. O trio ainda olha para o Nacional com certa despreocupação, tentando concentrar suas forças e atenção em outros torneiros, como Copa do Brasil e Libertadores – para o Palmeiras, em ambas. É inegável, no entanto, que eles vão entrar no jogo muito brevemente. A semana que se abre nesta segunda-feira, por exemplo, pode deixar para trás Flamengo ou Palmeiras, ou os dois, na Copa do Brasil, quando se disputa a volta da fase semifinal. Se isso acontecer, o Brasileirão vai crescer no interesse desses dois.

Mas qual é a diferença dos dois times que estão em cima para os três que tentam chegar debaixo? Elenco. Palmeiras, Flamengo e Grêmio têm mais opções no grupo, com jogadores de seleção e mais decisivos, alguns até mais cascudos. Há outras diferenças importantes, como os trabalhos de Renato Gaúcho (Grêmio) e Felipão (Palmeiras) e suas experiências na hora de decidir. O Flamengo se vale de bons atletas, mas ainda carrega para dentro de campo o fardo da falta de títulos importantes recentemente. Joga uma boa e duas ruins e não convence sua torcida.

É claro que não se pode tirar os méritos de são-paulinos e colorados, mas são times que correm no limite, que passaram a ter suas principais jogadas conhecidas pelos inimigos e que andam fraquejando na competição. No caso do São Paulo, por exemplo, deixar de somar dois pontos em casa diante do América de Minas não é legal. Esses pontos poderão fazer falta. O torcedor sabe disso.

Na próxima rodada, tanto São Paulo quanto Internacional têm compromissos teoricamente mais tranquilos do que seus respectivos adversários na tabela. A equipe do Morumbi visita o Botafogo. O clube gaúcho recebe o Vitória. Vão ter de somar pontos, ganhar o jogo. Se tinham a sombra um do outro até agora, passarão a ter companhia nessa disputa. Terão de ficar atentos.

Fora da briga, o Corinthians melhorou com Jair Ventura. Já não é mais um amontoado de jogadores com uma comissão técnica reclamando da saída de outros. Só por isso, Jair tem méritos. A torcida, contudo, precisa ter paciência nesse restinho de temporada. Tudo o que se faz no Corinthians hoje, se faz pensando em 2019. Qualquer coisa além disso, deve-se creditar à sorte. Inclusive, o sucesso desse esquema sem centroavante, com o bloco do meio e das pontas chegando ao ataque. De uma hora para a outra, não vira. Se treinar, pode virar na próxima temporada.

Neymar

Como é bom ver Neymar tomando as decisões certas e em atitudes de encher de orgulho os brasileiros, como no seu gesto de sair abraçado a um garotinho francês após jogo do PSG neste domingo. Cercado por segurança, o atacante deu sua camisa para o "invasor". Só uma criança cheia de amor por seu ídolo seria capaz de tal atitude em campo. O menino chorou ao se aproximar de Neymar.

Melhor do mundo

Sem Messi na corrida do prêmio de melhor jogador do mundo e sem mais a certeza absoluta de que Cristiano Ronaldo será o escolhido, o futebol mundial de clubes começa um novo ciclo. A partir da próxima eleição, as vagas estão todas elas abertas.

 

 

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