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América do Sul merece manter vagas na Copa porque é mais competitiva, diz Conembol

A América do Sul deve manter suas atuais vagas para a Copa do Mundo da Rússia, em 2018, porque disputa a eliminatória mais difícil do planeta, disse nesta sexta-feira o presidente da Conmebol, que destacou que a entidade confia em continuar com sua influência na Fifa, apesar da morte de Julio Grondona.

DANIELA DESANTIS, REUTERS

29 de agosto de 2014 | 17h37

A Confederação Sul-Americana de Futebol, integrada por 10 associações nacionais, tem quatro vagas diretas e um lugar na disputa da repescagem. No Mundial deste ano participaram seis equipes da região, porque o Brasil foi o anfitrião.

Outras confederações, como a Uefa ou a Concacaf, têm reclamado à Fifa mais vagas em função do maior número de associados, numa disputa que poderia afetar os sul-americanos.

A presença do recentemente falecido Grondona na cúpula da Fifa mantinha as reclamações controladas, mas desde sua morte, crescem os rumores na região de que a entidade que comanda o futebol mundial vai tirar vagas da Conmebol.

"Julio Grondona é simplesmente insubstituível, a figura, a mística, o dom da liderança que teve dom Julio é único. Mas eu prefiro ser otimista", disse Juan Ángel Napout em entrevista à Reuters na sede da Conmebol em Luque, periferia de Assunção.

Napout assumiu o cargo no começo de agosto em substituição ao uruguaio Eugenio Figueredo, que passou a ocupar o posto deixado por Grondona na vice-presidência da Fifa.

"Temos 10 equipes e as 10 podem classificar. A Venezuela é a única seleção da América do Sul que não jogou um Mundial. É preciso revisar os outros continentes para se dar conta deste detalhe", disse o empresário de 56 anos, que tem uma ampla trajetória no futebol e conduzia a Associação Paraguaia de Futebol.

"Temos um continente no qual todos competem e é um torneio muito forte... nossas eliminatórias são duríssimas, não existem eliminatórias mais duras que as nossas", completou.

O dirigente lembrou das conquistas dos países sul-americanos nos últimos dois Mundiais e garantiu que a Fifa tem interesse que o futebol na região mantenha a presença mundial que sempre teve.

Napout disse que também está otimista com a candidatura de Argentina e Uruguai para ser sede do Mundial de 2030, marcando diferenças com seu antecessor, que em declarações recentes colocou em dúvida essa possibilidade.

"Acredito que a América do Sul tem que buscar ser candidata para o ano de 2030", afirmou Napout.

"Antes de anteciparmos uma situação prefiro esperar o comitê executivo, falar com o presidente da AFA, falar com a AUF e analisar as possibilidades."

A Fifa já definiu que os próximos Mundiais serão na Rússia em 2018 e no Catar em 2022.

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