América do Sul testa prestígio na Fifa

A reunião desta quinta-feira do Comitê Executivo da Fifa será teste delicado para o prestígio político da América do Sul. A região manda seus representantes no encontro de cúpula na Suíça com dois objetivos. O primeiro é o de recuperar o direito de disputar uma vaga para a Copa de 2006 na repescagem. O segundo é o de garantir a sede para o Mundial de 2014, no novo sistema de rodízio para a organização da principal competição esportiva.As duas missões dos cartolas sul-americanos teoricamente não são fáceis e contarão com resistência. A questão da repescagem é preocupação imediata. Nos Mundiais de 1998 e de 2002, houve cinco seleções da região. A Fifa, no entanto, definiu que para o torneio da Alemanha esse número cairá para quatro. A América do Sul não poderá disputar vaga extra contra o campeão da Oceania, continente que ganhou lugar cativo.A alternativa é a de fazer com que o quinto colocado nas eliminatórias regionais enfrente o quarto colocado da Concacaf (Confederação das Américas Central, do Norte e Caribe). Para que ocorra a alteração no regulamento já elaborado, são necessários 13 dos 24 votos do Comitê Executivo.A América do Sul calcula que esteja próxima desse número, mas a Fifa não se mostra disposta a desgaste adicional. Há intenção de se chegar a decisão de consenso, sem votos.Em caso de derrota de sua proposta, os sul-americanos querem levar compensação, que viria na forma de sede da Copa de 2014. A última vez que organizou Mundial foi em 1978, na Argentina, e vê 2014 como o período ideal. O Brasil é o candidato mais forte, se a sugestão vingar.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.