América-RJ vetou 34 juízes para não cair

A arbitragem de futebol no Rio é sempre um assunto polêmico. E uma atitude revelada no fim de semana pelo presidente do América, Reginaldo Mathias, pôs em xeque a credibilidade do futebol carioca. O dirigente disse que vetou 34 árbitros e assistentes para o jogo América x Bangu, disputado domingo e que acabou provocando o rebaixamento do Bangu. Ao América bastava o empate para permanecer na Série A do Campeonato Carioca. Uma derrota, porém, dependendo dos outros resultados, poderia levar o clube ao descenso. "Havia uma manobra de dentro da federação para prejudicar o América e beneficiar o Bangu. E quem estava por trás disso era o Rubens Lopes (ex-presidente do Bangu e atual vice-presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio)", afirmou Mathias, ex-árbitro de futebol - entre 1968 e 1985 - e ex-dirigente do Sindicato dos Árbitros do Rio de Janeiro. De acordo com Mathias, na partida anterior do América, contra o Vasco, a Ferj escalou um "trio de segurança", com a instrução para o América ser derrotado. "O Vasco não tinha nada a ver com isso. Era o Bangu atuando nos bastidores para chegar ao jogo final (com o América) em condições de escapar da degola e empurrar o adversário para o rebaixamento. Só soube dessa história depois do jogo com o Vasco." O América perdeu por 2 a 1 e o juiz Edilson Soares da Silva assinalou três pênaltis inexistentes na partida - dois a favor do Vasco e um para o América. Mathias contou que o processo de seleção do quadro de árbitros que servem ao Campeonato Carioca é um "escândalo". "São entre 350 e 400 e ninguém sabe de onde eles saem. Então, são escolhidos de acordo com a conveniência dos jogos", afirmou.

Agencia Estado,

22 de março de 2004 | 19h43

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