Filippo Monteforte/AFP
Filippo Monteforte/AFP

Amigos e rivais, seleção belga tem jogadores que falam português

Lukaku e Witsel estão entre os que dominam o idioma do adversário de sexta, pelas quartas de final da Copa

Ciro Campos, Marcio Dolzan, enviados especiais / Sochi, O Estado de S.Paulo

04 Julho 2018 | 05h00

Jogadores que falam português, apreço por guaraná, amizades com brasileiros, ídolos do passado e uma estada proveitosa no Brasil. O elenco da seleção belga tem relações afetivas com nosso País muito maiores do que se pode parecer. Por isso, o confronto diante da seleção brasileira na próxima sexta-feira, pelas quartas de final da Copa do Mundo, em Kazan, é uma espécie de encontro entre amigos.

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O elenco belga, considerado no país um dos melhores da história, é formado em grande parte por jogadores que têm brasileiros como amigos próximos. O artilheiro Lukaku comentou no início deste ano em entrevista para a ESPN que gosta de tomar guaraná, já experimentou feijoada e mostrou ótima comunicação em português. Tudo é resultado da convivência com brasileiros nos clubes onde passou.

Os grandes criadores de jogadas na Bélgica são outros a ter brasileiros em alto nível de consideração. Eden Hazard, por exemplo, chegou ao Chelsea na mesma época do meia Oscar, de quem se aproximou bastante. Atualmente o belga é amigo de Willian e do zagueiro David Luiz. O outro grande articulador de jogadas de Bélgica, Kevin de Bruyne, atua no Manchester City junto com Fernandinho, Gabriel Jesus e Danilo. O zagueiro belga Kompany também joga no time.

Dentro de campo na próxima sexta-feira, os brasileiros não poderão trocar informações importantes perto do meia Axel Witsel, pois ele compreenderá tudo. O jogador de origem em Martinica fala português fluente pois morou em Portugal e dos tempos de Zenit, em São Petersburgo, teve convivência próxima com o atacante brasileiro Hulk.

 

O goleiro Courtouis e o zagueiro Toby Alderweireld estão em uma foto histórica de título do Atlético de Madri junto com os brasileiros Miranda e Filipe Luís. Todos ganharam o Campeonato Espanhol e foram vice da Liga dos Campeões em 2014, quando formaram uma defesa entrosada e de companheirismo também fora de campo.

A base do elenco belga que tenta colocar a nação de volta à semifinal da Copa depois de 32 anos se solidificou no Brasil, durante a Copa de 2014. Foi a primeira participação internacional da seleção em torneios internacionais após 12 anos, oportunidade para o grupo ter uma longa convivência. Concentrado em um resort em Mogi das Cruzes, o elenco teve um cotidiano tranquilo, ao andar de bicicleta nas horas livres e receber crianças alunas de escolas públicas nos treinos abertos.

NATURALIZADOS

A inspiração em brasileiros vem há tempos. Na década de 1990 a Bélgica tinha um atacante veloz e de boa finalização importado diretamente do Maranhão. Luis Airton Oliveira jogou a Copa de 1998 pelo país onde passou a ser chamado de "Oliverrá", em sotaque francês. Agora treinador de futebol na Itália, ele deixou o Brasil ainda adolescente para fazer carreira na Bélgica.

Anos depois foi a vez de outro atacante brasileiro prestar serviços aos Diabos Vermelhos. Paulista de Porto Feliz, Igor de Camargo se tornou ídolo pelos títulos no Standard Liege, onde atuou junto com Fellaini e Chadli. Igor disputou nove partidas pela seleção belga entre 2009 e 2012.

 

 

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