Amigos lamentam perda de Vavá

Os amigos que compartilharam com Vavá nas memoráveis conquistas das Copas de 58 e 62, lamentaram a perda do ex-atacante que brilhou no Vasco, Palmeiras e seleção. "É um pedaço da história do futebol brasileiro que se foi", enfatizou Zito, ex-médio-volante do Santos e da seleção. "Ele fez gols inesquecíveis. Eu sempre estive no Santos, mesmo assim éramos companheiros dos tempos da seleção", ressaltou Zito, que foi surpreendido ao receber a notícia. "Foi um choque para mim", disse o ex-craque do clube da Vila Belmiro. Zito soube do falecimento do amigo pelo telefone, ao ser entrevistado. De início pareceu não acreditar. Zito lembrou que Vavá, há algum tempo estava usando cadeira de rodas. Os dois sempre conversavam por telefone. Zito tentou se conformar com a notícia. "É a vida, fazer o que." O ex-lateral-direito Djalma Santos foi companheiro de Vavá no Palmeiras, clube no qual atuaram juntos dois anos, e na seleção, na qual também disputaram as Copas de 58 e 62. "Vavá era realmente um grande amigo. Começou a Copa de 58 na reserva de Mazzolla. Ele não jogou na estréia, contra a Áustria. Mas, depois com a venda de Mazzolla para a Itália durante o Mundial, Vavá entrou no segundo jogo, ganhou a posição e foi direto até o Mundial de 62. Vavá foi o Leão das duas Copas", lembrou Djalma Santos. "Ele era raçudo, se precisasse entrava de cabeça na chuteira do adversário. Era mesmo o peito de aço", ressaltou Djalma Santos. O ex-lateral-direito lembrou-se de uma brincadeira que teve com Vavá, antes de um jogo do Palmeiras no Equador. "Eu falei para ele que não valia gol de cabeça. Vavá levava vantagem nessa jogada, porque tinha a cabeça muito grande", conta Djalma Santos tentando quebrar o impacto que a notícia da morte do campanheiro lhe causou. "Por coincidência, Vavá marcou dois de cabeça, mas o juiz anulou. No fim do jogo, eu falei para ele: não avisei que não iria valer gol de cabeça de você?" Zizinho, outro ídolo do futebol brasileiro, foi um dos maiores amigos de Vavá. Zizinho ficou chocado com a notícia e não quis dar entrevista. "Ele chamava o Vavá de Japonês, e está sem condição para dar falar do amigo", disse Rosani, ex-esposa de Zizinho.

Agencia Estado,

19 de janeiro de 2002 | 19h16

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