Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Amistosos de luxo no Morumbi vão render até R$ 864 mil ao São Paulo

Partidas entre torcedores e ídolos do clube vão gerar renda

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

20 de maio de 2015 | 07h00

Uma estratégia criativa do São Paulo tem conquistado os torcedores e pode gerar uma renda bruta de R$ 864 mil sem precisar colocar o time principal em campo. O clube marcou para junho e pretende repetir em dezembro o projeto "Vou Jogar no Morumbi", em que 418 são-paulinos podem escolher pacotes de R$ 1,4 mil, R$ 2,1 mil e R$ 4,8 mil para atuarem no estádio em partidas amistosas ao lado de ídolos como Rogério Ceni, Careca e Muller.

Para junho restam somente 43 vagas para os torcedores. Caso o São Paulo venda todos os pacotes pelos valores tabelados, terá uma renda R$ de 864.380. O valor não considera os gastos com o evento, mas está perto do que o clube teve de lucro como mandante em nove jogos do Campeonato Paulista, quando faturou R$ 1,1 milhão. A iniciativa é uma edição ampliada do projeto começado em novembro, quando o Morumbi recebeu 16 partidas entre torcedores e contou com a presença de ídolos do passado.


Para a versão de junho, serão 19 partidas e três diferentes pacotes. A primeira opção é de um jogo somente entre torcedores, a segunda é com a presença de ídolos como Muller, Careca e Aloísio e a última, e também a novidade dessa edição, é a presença de Rogério Ceni.

Essa é a mais cara das opções, vendida por R$ 4.880. O goleiro vai se revezar nas equipes a cada tempo como um jogador de linha e do lado adversário, Aloísio Chulapa vai completar a equipe. "Para jogar com Rogério Ceni, as 44 vagas acabaram em três dias. O projeto vendeu bem e em uma semana, 50% de todas as vagas haviam sido preenchidas", explicou Rogério Botasso, diretor da Passaporte FC, agência do clube responsável por organizar o evento.

O clube prepara detalhes para que a ocasião tenha um ambiente típico de jogo no Morumbi. Em todos os pacotes os torcedores vão ganhar uniforme oficial, aquecimento com um preparador físico, preleção no vestiário e terão como técnicos os ex-zagueiros Oscar e Dario Pereyra. 

Já no campo os torcedores vão encontrar árbitros da Federação Paulista de Futebol e ainda ouvir os nomes falados pelo locutor do estádio e exibidos no placar eletrônico. Somente o tempo em campo será reduzido - o jogo mais longo terá 40 minutos. O clube já apostava na boa receptividade da ideia depois da boa adesão dos torcedores em novembro do ano passado. "Tem são-paulino que virá de outros Estados e até de Portugal para participar. A renda com o evento é um valor relevante para o clube", explicou o diretor.

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