Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Amistosos de peso fizeram falta

A pouca bagagem nos últimos anos de enfrentamentos com europeus privou o Brasil de enfrentar quem tinha um estilo parecido

Ciro Campos*, O Estado de S.Paulo

07 Julho 2018 | 05h00

Na véspera do fatídico jogo com a Bélgica, o auxiliar técnico de Tite, Cléber Xavier, contou um detalhe curioso. A seleção brasileira gostaria de ter enfrentado os agora semifinalistas da Copa em um amistoso em junho, em vez de ter sido a Croácia. O virtual encontro poderia não ter mudado em nada o desfecho triste na Rússia, mas talvez a falta dele tenha indicado uma das falhas na preparação.

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A seleção chegou à Copa com pouquíssima experiência de enfrentamentos com europeus de elite. Foram somente oito partidas entre o fim do Mundial de 2014 e a estreia. O técnico Tite precisou esperar mais de um ano para enfrentar algum adversário do velho continente – a Inglaterra, em novembro de 2017.

A pouca bagagem nos últimos anos de enfrentamentos com europeus privou o Brasil de enfrentar quem tinha um estilo parecido de jogo, com técnica, velocidade e talentos individuais. Não houve um teste nesse formato. O amistoso com a Alemanha, em março, foi um encontro contra a equipe reserva de uma seleção que acabou eliminada na primeira fase. 

 

Se tivesse passado pela Bélgica, certamente a equipe de Tite teria sofrido também diante da França, uma seleção com características parecidas às da Bélgica e com padrão de jogo poucas vezes enfrentado por Tite.

Desde a conquista do penta, em 2002, o Brasil só venceu em Copas duas seleções europeias: Croácia e Sérvia, ambas da antiga Iugoslávia. Uma lição para 2022: mais testes de peso serão necessários.

*REPÓRTER DO ‘ESTADÃO’

 

 

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