Amizade com Kaká explica boa fase de Pato, diz Muricy

Jogadores foram companheiros de clube em 2007, quando atuavam no Milan, da Itália; Kaká, melhor do mundo na época, recebeu Pato

GONÇALO JUNIOR, O Estado de S. Paulo

23 de agosto de 2014 | 10h54

O técnico Muricy Ramalho tem uma explicação simples para a boa fase de Alexandre Pato, que superou as vaias da torcida e se tornou um dos artilheiros do São Paulo: a amizade com Kaká, companheiro desde 2007, no Milan, da Itália. Kaká, então o melhor jogador do mundo, acolheu Pato em sua chegada à Itália aos 18 anos.

"Com certeza. É claro. Muito claro. Jogador de futebol quando tem um parceiro. Eu também joguei futebol, tinha desses amigos. Quando esse amigo está bem, mostra uma palavra legal, mostra que você pode fazer mais. Ainda mais quando tem crédito, porque também não adianta ser um cara sem crédito nenhum", afirmou o treinador do São Paulo.

O volante Souza também já havia identificado os benefícios de Kaká para Alexandre Pato. "Posso estar errado, mas a chegada do Kaká ajudou bastante o Pato. Incentivo, companheirismo, Kaká está sempre conversando com ele. Deu um pouco mais de tranquilidade para ele também. Ele é um jogador de seleção", disse Souza.

Pato vive uma boa fase no São Paulo. É um dos líderes em finalizações da equipe, com 27 arremates em 15 jogos. Teve boas atuações contra o Bragantino (em Ribeirão Preto, pela Copa do Brasil) e nos jogos seguintes do Campeonato Brasileiro, contra Criciúma, Vitória, Palmeiras e Internacional. Está à vontade na posição de segundo atacante, sem tantos compromissos defensivos. 

A amizade, no entanto, já tem data para ser interrompida. Emprestado pelo Orlando City, dos Estados Unidos, Kaká ficará no São Paulo até o fim de 2014. Pato, emprestado pelo Corinthians, tem contrato até o fim de 2015. Neste domingo, no clássico contra o Santos, os são-paulinos têm mais uma chance de comprovar se a amizade está realmente fazendo bem para a equipe.

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