Amoroso e Luizão se reencontram

Amigos de infância, goleadores, religiosos e guerreiros. Se pesar o histórico de Amoroso e Luizão, os dois atacantes titulares nesta quarta-feira, os são-paulinos terão muito o que comemorar. Se o time precisa vencer para abrir vantagem diante do River Plate na Copa Libertadores, superação é com eles mesmo. A dupla fez 29 gols na época de Guarani, em 1994, e superou as cinco cirurgias no joelho, sempre voltando com rendimento melhor.Quando entrarem em campo nesta quarta-feira, no Morumbi, Luizão e Amoroso estarão realizando um sonho: o de refazer a dupla de sucesso. Quase a remontaram em 1995, no Palmeiras. Em 2001, o encontro seria no Borussia Dortmund, mas Luizão rompeu o ligamento cruzado do joelho direito - no qual sofreu duas artroscopias em 2004 - e a negociação acabou não saindo. Luizão se recuperou bem do joelho (também passou por cirurgia espiritual em 2004) e este ano bateu o recorde de maior artilheiro do País em Libertadores: 27 gols.Amoroso quase encerrou a carreira precocemente, com 19 anos. Machucou-se em novembro de 94 num duelo com o São Paulo. Reconstruiu o ligamento anterior cruzado do joelho esquerdo em 95, nos Estados Unidos, com o ortopedista Jimmy Andrews, e ficou parado por 10 meses. Em 2003, a lesão ocorreu no menisco do joelho direito - mais sete meses de inatividade.Nesta quarta-feira, o católico Luizão e Amoroso, que é devoto de São Judas Tadeu - santo dos desesperados -, tentam provar que ainda se entendem bem nos gramados. "O Amoroso sabe onde me encontrar no campo. Temos esta facilidade", disse Luizão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.