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Amoroso não fecha acordo e fica fora do Guarani

Jogador de 35 anos diz que não pretende se aposentar do futebol, e que tem propostas para jogar

AE, Agencia Estado

19 de agosto de 2009 | 19h09

A novela entre o Guarani e o atacante Amoroso acabou. O último capítulo foi frustrante para o jogador e para parte da torcida, que sonhava com a sua volta para reforçar o elenco dentro do Campeonato Brasileiro da Série B.

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Aos 35 anos, o atleta admite que pode até aceitar alguma proposta e, sem esconder a mágoa, fala até mesmo em disputar a presidência do clube, em 2011, quando termina o mandato do presidente Leonel Martins de Oliveira.

"O presidente não quis minha volta, então vou seguir minha vida. Acho que até foi desrespeitoso e humilhante, por todo meu histórico, de pedir favor para voltar ao Guarani. Mas também acho que faltou carinho e respeito com um ídolo da torcida", declarou Amoroso.

Revelado pelo clube nos anos 90, Amoroso voltou ao Guarani no primeiro semestre, quando se dispôs a defender o time por uma ajuda de custo no valor de R$ 5 mil. Mas sofreu uma lesão no calcanhar e precisou ser operado nos Estados Unidos, cobrindo todas as despesas.

Recuperado, ele esperava ter uma nova chance no clube. Propôs um contrato de produtividade, por jogo disputado, tendo como base o valor de R$ 20 mil mensais e também um porcentual na vinda de eventuais patrocinadores na manga da camisa do uniforme.

A direção decidiu não abrir esta exceção, rejeitando um acordo parecido com o de Ronaldo no Corinthians. "Muita gente queria fazer investimentos comigo. Gostaria de jogar por prazer e dedicação", completou.

Amoroso não deseja pendurar as chuteiras. Ressalta apenas que não pretende se afastar muito de Campinas, onde mora sua família. Ele já rejeitou outras propostas e tem de pé uma oferta para defender o Ituano no Campeonato Paulista de 2010. O clube de Itu agora é gerenciado por Juninho Paulista.

Sobre as suas condições atuais, Amoroso se diz bem fisicamente, sem problemas de peso e clinicamente recuperado. "Tenho participado de peladas com amigos e só precisaria entrar num ritmo profissional, o que levaria alguns dias", afirma.

A direção do Guarani não se pronunciou oficialmente à respeito do desfecho da história. A proposta seria apenas os salários de R$ 20 mil e nenhuma participação nas camisas do time.

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