Amoroso põe pimenta no clássico

As declarações do atacante são-paulino Amoroso, de que o rival Corinthians é muito badalado sem merecer, e que sua defesa é frágil, apimentaram o clássico desta quarta-feira (16 horas) no Morumbi. O técnico Márcio Bittencourt e seus comandados, inicialmente, não polemizaram, mas deixaram escapar que ?uma partida se ganha dentro dos 90 minutos?. Sem vencer há três jogos no Nacional, o que valeu a perda da liderança e a queda para o quarto lugar no Brasileiro, Márcio corre o risco, em caso de derrota, de ser o 14.º técnico da história do Corinthians a perder o cargo após um resultado negativo diante do time do Morumbi. De 2003 para cá foram quatro: Júnior (2003), Juninho Fonseca (2004), Tite e Passarella (ambos em 2005). Sentindo a pressão sobre o treinador, os jogadores buscaram demonstrar solidariedade. ?Temos de jogar 110%. Superação é normal em clássico?, disse o meia Roger. ?Ele nos respeita e nos ajuda. Vamos jogar por nós e por ele?, completou o atacante Jô, que deverá formar o trio de ataque com Tevez e o estreante Nilmar. Por outro lado, volante Renan não acredita que o clássico será mais tenso em razão da ameaça ao emprego de Márcio Bittencourt, mas desdenha da situação do rival. ?Acho que não tem nada a ver, mas tomara que aconteça de novo?, afirmou, em referência a uma possível vitória são-paulina. ?Se o Márcio for demitido, é problema do Corinthians.? REFERÊNCIA - Pela necessidade de somar pontos e diante dos problemas defensivos enfrentados pela equipe ? Alex foi suspenso hoje por 4 jogos pela expulsão contra o Atlético-PR ?, Renan se tornou referência para Paulo Autuori: tem lugar assegurado, como volante ou um quase terceiro zagueiro. ?A equipe melhorou com a entrada dele, mas o Renan tem potencial para fazer mais?, comenta o treinador, que não acredita na reedição do placar do primeiro turno, quando o São Paulo se impôs com uma goleada por 5 a 1, no Pacaembu. ?Foi um jogo incomum?, diz. ?A única semelhança é que, a exemplo daquele jogo, tivemos uma semana para trabalhar e aprimorar nossa parte tática.? Do lado corintiano, a confiança recai sobre o meia Roger. ?Os clássicos me motivam. Quase sempre consigo jogar muito bem e espero repetir a dose. Os grandes jogadores se mostram nestes momentos.? O atacante Jô aposta no talento do companheiro. ?Ele gosta de jogar clássicos. Acho que poderá definir a partida?, projeta. Ao longo da história, o time do Parque São Jorge leva vantagem nos clássicos contra o São Paulo: venceu 104 dos 274 confrontos e perdeu 84 (ocorreram 86 empates), com 400 gols marcados e 373 sofridos.

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