Amoroso provoca o rival Corinthians

Tevez, Roger, Nilmar e Jô podem ser chamados de "quarteto mágico" pelo técnico do Corinthians, mas não assustam Amoroso, que vai se encontrar com eles no clássico desta quarta-fiera no Morumbi. "Quarteto mágico? Eles têm de comer é muito feijão com arroz para chegarem nesse ponto. O Jô é novo. O Nilmar? Promissor. O Tevez é um típico jogador argentino. O Roger é bom, mas nós estamos prontos para ganhar deles", avisou o atacante do São Paulo.Para Amoroso, o clássico marcará o encontro de um time chamado de ?galáctico? (Corinthians) e outro cuja marca é a união (São Paulo)."Nós preferimos ter jogadores do mesmo nível do que dependermos de galácticos", cutucou Amoroso, que não aceita ser classificado como fora de série. "Não sou ?galáctico? como eles. Não gosto de aparecer, não vou em festa, não sou de badalar. Gosto que meus companheiros me vejam como alguém que se esforça na marcação, do que um ?mala? que só quer brigar e reclamar. Sou um jogador de 31 anos com vontade de um com 19. Aqui, todo mundo é assim. Um time unido, sem medo."Na avaliação de Amoroso, há um desnível muito grande entre os setores do time corintiano. Um ataque cheio de nomes famosos e uma defesa inexperiente. "Não dá para negar que a defesa do Corinthians deixa a desejar. Nosso treinador já nos mostrou isso nos treinamentos. Estamos preparando um meio de ganhar deles. É lógico que eu não vou contar..."O Morumbi é o campo do São Paulo e Amoroso espera que isso faça diferença na partida de quarta-feira. "É a nossa casa. Vamos mostrar isso a eles. Temos de ganhar esse jogo para dar uma deslanchada no Brasileiro. O time deles é bom, o ataque é rápido, mas estamos nos preparando para a vitória", avisou o atacante. "Tem muito time que ganha jogando feio. Nós gostamos de bom futebol, mas, se for preciso, vai ter até chute de bico para garantir os três pontos."A pressão sobre Márcio Bittencourt é grande no Parque São Jorge, mas possibilidade de derrubar o terceiro treinador corintiano no ano não conta muito para Amoroso. "Nenhum técnico cai por apenas uma partida. Quando é demitido é porque as coisas já vão mal. Eu quero vencer para continuar colocando feijão lá em casa. Se ele cair, paciência, dó eu não tenho, só entro em campo pensando no meu trabalho e não em derrubar técnico adversário", explicou.Com uma carreira construída na Europa, com passagens por Itália, Alemanha e Espanha, Amoroso jogou poucos clássicos brasileiros. Por isso, talvez, esteja ansioso pela partida desta quarta-feira. "Jogar pelo São Paulo contra o Corinthians é mesma coisa que jogar contra a Argentina pela seleção brasileira, ou seja: uma sensação maravilhosa. Por isso é tão importante vencer. Além do mais, uma vitória assim dá novo alento para o resto do campeonato."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.