Árabes perceberam que não tem graça ficar brincando sozinho

Na temporada passada o Paris Saint-Germain deu alguns vacilos no Campeonato Francês porque a equipe parecia entrar desconcentrada em campo. Agora, o PSG resolveu que não daria chance para ninguém. A ideia foi fazer como o Bayern de Munique faz na Alemanha: disparar logo na liderança para poder ficar com a cabeça livre e se concentrar somente na Liga dos Campeões.

Eric Frosio *, O Estado de S. Paulo

16 de janeiro de 2016 | 17h00

Nesta temporada o PSG não levou nenhum gol de bobeira no Campeonato Francês. O time tem sido extremamente pragmático e eficiente. Na maioria das partidas a equipe resolve o jogo com 30 minutos e depois coloca os reservas em campo para que os titulares possam descansar. 

A superioridade do PSG é tão grande que os adversários simplesmente desistiram de brigar pelo título. A disputa agora é para saber quem vai ficar com o segundo lugar. No Monaco, por exemplo, o bilionário russo Dmitry Rybolovlev já parou de investir no clube. Ninguém mais quer competir com o PSG.

Quando os torcedores vão ao Parque dos Príncipes já sabem que o PSG vai ganhar. A única dúvida é quantos gols o time vai marcar: três, quatro, cinco...

Para o PSG, no entanto, não é interessante participar de um campeonato tão chato. O desejo do clube é competir com adversários mais fortes na França. Por isso, as notícias são de que o xeque Nasser Al Khelaifi tem conversado com príncipes do Oriente Médio para que eles invistam em outros clubes franceses. Há chances de Olympique de Marselha, Bordeaux e Lillie também serem comprados por árabes.

O PSG é como se fosse um brinquedo para os seus donos, mas agora eles começaram a perceber que não tem muita graça ficar brincando sozinho.

* Eric Frosio é correspondente do Jornal L'Equipe no Brasil


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