Frank Augstein/AP
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ANÁLISE: Modric assume trono de Messi e CR7 sem pedir licença e inicia nova era

Prêmio de melhor do mundo ao croata é o maior legado da Copa da Rússia

Raphael Ramos*, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2018 | 17h52

Sabe aquela história de legado da Copa que tanto ouvimos quando a Fifa desembarcou aqui no Brasil em 2014? Pois, o maior legado da Copa da Rússia foi o prêmio de melhor jogador do mundo dado ao croata Luka Modric nesta segunda-feira. O jogador do Real Madrid rompeu barreiras e acabou com o reinado de Messi e Cristiano Ronaldo, que dominaram a premiação nos últimos dez anos.

O futebol vive novos tempos. Essa nova realidade já havia sido revelada no Mundial da Rússia, quando França e Croácia desbancaram seleções mais tradicionais e chegaram à decisão.

O meia simboliza o que há de melhor no futebol moderno e atual.  Tem habilidade e ótima visão de jogo, mas também sabe marcar. É o típico jogador decisivo no ataque, mas também importante na defesa. Os treinadores gostam de valorizar meias como Modric, costumam falar que atletas como ele jogam por uma extensa faixa do campo, de "área a área".

A vitória de Modric também pode ser vista como um sinal de alerta para Neymar. O brasileiro ficou fora da lista de finalistas simplesmente porque nada fez por merecer. É verdade que a lesão sofrida em fevereiro o prejudicou (muito), mas o desempenho pífio na Copa do Mundo foi decisivo. Neymar acabou ridicularizado por simular dores exageradas a cada falta sofrida.

Por falar em imagem arranhada, Cristiano Ronaldo fez um verdadeiro papelão ao não comparecer à cerimônia desta segunda-feira, em Londres. O melhor vencedor é aquele que sabe perder, e o português já demonstrou que não lida muito bem com a derrota. Não foi a primeira vez que ele não compareceu à entrega de um prêmio só porque todos os indicativos eram de que ele não seria o vencedor.

Aos 33 anos, Cristiano Ronaldo continua jogando o fino da bola, mas é preciso entender que o futebol, assim como a vida, é feito de ciclos. O ciclo dele e de Messi parece que está chegando ao fim. Enquanto isso, Modric assumiu o protagonismo sem pedir licença ou passagem. O baixinho croata é abusado, como manda a cartilha dos craques.

*CHEFE DE REPORTAGEM DO 'ESTADÃO'

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