Benjamin Cremel/AFP
Benjamin Cremel/AFP

Análise: Neymar precisa rever a carreira para ser melhor do mundo

Craque saiu da Copa menor do que entrou e terá de jogar muito para dar a volta por cima

Raphael Ramos*, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2018 | 12h59

Nenhuma das 26 faltas sofridas por Neymar durante a Copa do Mundo da Rússia machucou tanto o brasileiro como a ausência do seu nome na lista de finalistas ao prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa, divulgada nesta terça-feira. Desde 2011, quando era garoto, jogava no Santos e passou a fazer parte da relação da entidade, o craque sonha em ser coroado o melhor jogador do planeta e enxergava, em 2018, a chance perfeita para atingir o seu objetivo. Mas nada saiu como o planejado.

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Primeiro, a fratura no dedinho do pé direito que o tirou dos gramados por três meses. O pior, no entanto, ainda estava por vir. No Mundial da Rússia, Neymar foi ridicularizado por simular dores exageradas a cada falta sofrida. As cenas do brasileiro contorcendo de dor e rolando no chão de um lado para o outro viraram memes nas redes sociais.

Neymar está fora da lista de finalistas ao prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa com toda justiça. O brasileiro nada fez por merecer para ser considerado um dos dez maiores jogadores do planeta no momento. Machucado, perdeu a fase final da Liga dos Campeões, principal competições de clubes do mundo. Na Copa, foi um jogador comum, não mostrou o seu talento extraordinário e fracassou com a seleção brasileira.

A bem da verdade é que Neymar saiu do Mundial menor do que entrou. Agora, precisará rever a carreira para tentar dar a volta por cima.

Um plano de emergência já está em ação. Com a imagem arranhada, ele tem participado até agora apenas de eventos beneficentes, como leilão e campeonato entre jovens na sede do seu instituto, na Praia Grande.

Mas é quando a temporada europeia começar, em agosto, que o craque terá de mostrar pra valer que está realmente mudado. É dentro de campo que ele precisa corresponder para cativar o público. Não bastará apenas ter boas atuações contra rivais frágeis e de segundo escalão no Campeonato Francês. Neymar precisará jogar - e muito - na Liga dos Campeões. Sem perder a sua essência de craque, terá de ser mais solidário, menos exibicionista, e conduzir o seu Paris Saint-Germain ao título inédito.

Na seleção, conquistar a Copa América de 2019, que será disputada no Brasil, também não será suficiente. Os nossos vizinhos estão decadentes e não botam mais medo em ninguém. É na Copa do Mundo de 2022, contra os rivais europeus, que Neymar precisa brilhar para entrar no grupo dos maiores craques da história do futebol brasileiro.

* CHEFE DE REPORTAGEM DE ESPORTES DO 'ESTADÃO'

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