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Análise: ‘Rodrigo Caio deu um exemplo de conduta ao esporte e ao Brasil’

Você teve a situação agora de alguém que não quer ganhar a qualquer custo

Renato Janine Ribeiro *, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2017 | 07h00

Foi um feito fabuloso o do Rodrigo Caio. A tendência é pensar que nas situações vale tudo. No amor, por exemplo, dizem que vale tudo, porque vale mentir para conquistar uma mulher. Isso tem muito no futebol, principalmente pelo culto à malandragem. 

No momento em que a gente vê toda essa podridão surgindo, foi bom ver isso. Talvez podemos até dizer que, nesse momento ruim, você tem duas hipóteses: pode ser uma pessoa blasé e achar que como tudo vai ser podre temos que agir da mesma maneira ou repudiar isso e adotar o discurso de “queremos um Brasil melhor”. O que o jogador fez se encaixa nesse segundo exemplo.

Se você pegar as antigas lutas de cavalaria, o ideal era vencer de forma honesta. Então, vencer por causa de uma trapaça não é uma vitória. O que tivemos foi um caso público e notório, com testemunhas, de uma conduta que vai em outra direção. Só posso cumprimentar o jogador, pois deu um exemplo não só ao esporte como ao Brasil.

Vamos lembrar dos dois maiores jogadores de futebol, o Maradona e o Pelé. Você tem o episódio da ‘Mão de Deus’ que o argentino fez, na Copa de 1986, e tem o mito de que o Pelé tinha o talento para arrumar um pênalti ou uma falta. Você teve a situação agora de alguém que não quer ganhar a qualquer custo.

* É PROFESSOR DE ÉTICA E FILOSOFIA NA USP

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