Phil Noble/Reuters
Phil Noble/Reuters

Anderson, ex-meia de Grêmio e Inter, é investigado por lavagem de dinheiro

Jogador é suspeito de participar de esquema criminoso de R$ 35 milhões envolvendo bitcoins

Redação, Estadão Conteúdo

26 de junho de 2020 | 13h14

O ex-meia Anderson foi alvo, nesta sexta-feira, da Operação Criptoshow, deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que cumpriu 13 mandados de busca e apreensão na Região Metropolitana de Porto Alegre na tentativa de desvendar uma suposta organização criminosa suspeita de lavar dinheiro com bitcoins.

Os alvos da ação, cujos nomes e endereços não foram revelados pelo MPRS, são suspeitos de burlar o esquema de segurança digital de um banco, desviar R$ 35 milhões de uma grande indústria e da Bolsa de Valores e lavar o dinheiro com bitcoins.

Ex-jogador do Grêmio, Internacional, Coritiba, Manchester United, Porto, Fiorentina e Adana Demirspor (Turquia), além de passagem pela seleção brasileira, Anderson emitiu uma nota. "Uma das nossas empresas foi relacionada a um assunto que não merecíamos e hoje, por conta disso, recebi em minha residência a polícia com a cordialidade que lhes é merecida. Nada tenho a esconder. Nossos valores são fruto do meu trabalho e está devidamente declarado."

Anderson parou de jogar em 2019, aos 31 anos. Entre suas principais conquistas está o Mundial de Clubes e a Liga dos Campeões, em 2008, pelo Manchester United, além de quatro títulos ingleses.

Um título menor, mas muito lembrado é o da Série B do Campeonato Brasileiro, em 2005, com o Grêmio, quando o meia marcou o histórico gol diante do Náutico, nos Aflitos, aos 61 minutos do segundo tempo. O time gaúcho só tinha sete jogadores em campo e os pernambucanos perderam dois pênaltis.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.