André Santos esquenta clássico: 'Valdivia simula faltas'

Lateral-esquerdo quebra pacto pedido por Mano Menezes e entre em polêmica antes de encarar o Palmeiras

Cosme Rímoli e Fábio Hecico, Jornal da Tarde e O Estado de S. Paulo

26 de fevereiro de 2008 | 20h44

O lateral-esquerdo André Santos acabou com o pacto pedido por Mano Menezes. O treinador havia pedido para os seus jogadores não provocarem ninguém nos clássicos - ainda mais diante do maior rival do Corinthians, o Palmeiras.  Veja também: Finazzi pode ser a surpresa do Corinthians para o clássico Neto é barrado ao tentar renovar carteirinha do Corinthians Investigações apontam desvio de R$ 2 milhões na era Dualib "Se ele engana o juiz, vamos dizer assim, é porque ele acha que é o jeito mais fácil de conseguir as vitórias para sua equipe. Realmente o Valdivia simula faltas", disse o ala esquerdo. "Mas ele faz isso para o bem do time dele. E, de tanto ele falar que apanha, todos já vão batendo mesmo. Já vi também muitos jogos em que os jogadores chegam mais brutos nele." Valdivia é um nome que não traz boas lembranças para Mano. Por causa do chileno ele entrou em uma discussão com o ex-treinador do Palmeiras Caio Júnior - ele teria insinuado que Mano foi quem mandou Gavilan dar socos nas costas do camisa 10 alviverde. O paraguaio, hoje no Flamengo, acabou pegando uma suspensão de 120 dias. Sem saber que André Santos havia ‘escorregado’, o capitão William disse que ninguém provocaria os rivais. "Acredito que evitar provocação é um fator que o Mano pensa ser importante evitar para não dar motivação ao adversário. Pelas características dos jogadores que aqui estão, dificilmente haverá uma palavra para instigar o adversário. Temos de respeitar e tentar vencer", disse o capitão corintiano. Valdivia foi mesmo assunto no Parque São Jorge nesta terça. Se o técnico Vanderlei Luxemburgo reclama com a Federação Paulista de Futebol (FPF) sobre a violência "liberada" contra seu craque, a promessa dos defensores é que ele não terá o que comemorar no clássico de domingo, no Morumbi. Querem pará-lo, mas sem dar motivos para choro. Com marcação especial? "O Mano não costuma adotar este expediente. Mas o Valdivia merece atenção, é muito perigosos e define", enfatiza o zagueiro e capitão William, evitando a todo custo comentar sobre a fama de "cai-cai" do meia. "No espaço em que ele estiver, temos de marcar bem de perto, não dar espaço para ele pensar, pois ele sabe pifar um jogador (deixá-lo em boa situação de gol)", segue. O discurso de não dar armas ao oponente acaba quando lhe perguntam como fazer para parar um ‘ chorão’. "A gente deixa ele chorar." E as indiretas não param. "O que sei é que a nossa equipe é uma das que menos faz faltas. Vem marcando bem sem usar este expediente, numa média de 17 contra 40 dos rivais."  DE OLHO NO APITO O Corinthians queria ver Paulo César de Oliveira apitando no domingo. Terá de se contentar com Wilson Luiz Seneme, segundo colocado no ranking da FPF (e árbitro da Fifa), ou Rodrigo Braghetto, o 13º. O nome sai nesta quarta-feira, às 18 horas. "Hoje, se crucifica a arbitragem por causa de 20 centímetros. Isso é complicado. Só queremos alguém que não prejudique ninguém", fala William. "Tem de estar com a melhor das intenções, sem pender para nenhum lado." A FPF disponibilizou 68.137 ingressos para o jogo e 9.900 já foram comercializados até esta terça.

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