Andrés ainda faz contas para avaliar dívida do Corinthians

Dez dias de trabalho não foram suficientes para o novo presidente do clube saber o tamanho da o 'encrenca'

Fábio Hecico, Estadão

19 de outubro de 2007 | 21h00

Dez dias de trabalho não foram suficientes para o presidente Andrés Sanchez tirar conclusão sobre o tamanho da "encrenca" que está assumindo no Corinthians. "Estamos buscando levantar números de administrações anteriores à de Alberto Dualib (93 a 2007), mas precisamos de mais 15, 20 dias para ter um parecer", disse. "Não é uma bomba-relógio e iremos colocar tudo no site do clube", seguiu. O principal problema é que, a cada investigação, surge uma nova conta. Agora, há o aumento do rombo causado pela emissão de notas frias (a suspeita é de que atinja R$ 5 milhões), a recusa da proposta corintiana para o pagamento de Nilmar no caso Lyon e uma dívida com a CBF. "Desta ainda não vou dizer o valor, porém é relativamente alta", disse Sanchez. "Quanto ao Nilmar, fizemos uma proposta, o Lyon não aceitou, mandamos uma contra-proposta e aguardamos a resposta até segunda-feira. Oferecemos pagar a dívida em menor tempo (inicialmente seria em 1 ano, com 4 parcelas)." O novo presidente corintiano está disposto a apagar qualquer ligação de seu nome com o do ex-presidente Alberto Dualib e seu vice, Nesi Curi. Nesta sexta, Andrés disse ser favorável a que a dupla seja cassada da lista de sócios do clube, caso sejam comprovadas irregularidades em sua gestão. "Mas é o conselho quem vai decidir sobre a cassação. A partir de agora, quem errar no clube vai pagar." Até em relação ao nome de Miguel Marques e Silva nas categorias de base (nomeado por Sanchez recentemente), o novo presidente garantiu não estar retribuindo favores ou mantendo um nome relacionado a Nesi. "O doutor Miguel (é desembargador) foi o primeiro a abrir sindicância contra aquela administração. O problema é que em todos os nomes, menos do Damião Garcia e da Marlene Matheus, respingam algo da diretoria anterior. Isso não significa que vão haver relação." Andrés confirmou a vontade de ter, à frente do futebol, ex-jogadores do Corinthians e confirmou já ter algumas conversas com Wladimir. Sobre Antônio Carlos, disse apenas ser um amigo de infância. "Vamos reabrir as portas para ex-jogadores, reativar a memória corintiana", disse. Mas seria apenas para 2008. Andrés novamente garantiu a permanência de Nelsinho Baptista, desmentiu uma possível oferta a Muricy Ramalho e confirmou a formação de um time competitivo. "Sem grandes estrelas. Será uma mescla do atual grupo, com jovens da base e algumas contratações." E abriu o clube para novas parcerias. "O clube está sangrando, ainda traumatizado, mas ninguém sobrevive sem um parceiro. Desde que transparente."

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