Mowa Press/Divulgação
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Andrés defende Teixeira e prega continuísmo na CBF até a Copa

Diretor de seleções não acredita em renúncia de Ricardo Teixeira: 'Se Deus quiser ele continua'

Andrei Netto, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2012 | 19h06

Se palavra vale alguma coisa no mundo do futebol, o ex-presidente do Corinthians e hoje diretor de Seleções da CBF não será candidato ao cargo de Ricardo Teixeira no comando da instituição. Questionado nesta segunda-feira pelo Estado, na concentração em St. Gallen, na Suíça, sobre a hipótese de sucedê-lo, Andrés Sanchez disse "não estar aberto".

Repetindo o discurso dos últimos dias, afirmou que "há muitos em sua frente" e que, "se Deus quiser", Teixeira não vai renunciar. As declarações foram feitas às vésperas da assembleia dos presidentes de federações, que vai debater nesta quarta-feira a sucessão de Teixeira, caso os rumores de renúncia iminente se confirmem.

O atual presidente da CBF é mais uma vez alvo de denúncias de irregularidades e também está ameaçado pela abertura dos arquivos sobre a falência da empresa de marketing suíça ISL, marcada por suspeitas de corrupção que poderiam envolver os dirigentes brasileiros. 

Sobre a reunião, Sanchez disse esperar que os presidentes de federações "tenham consciência da importância do futebol brasileiro para todos". Segundo ele, não é o momento de tumultuar o ambiente. "Estamos às portas de uma Copa do Mundo. Temos de trabalhar em prol do Brasil", alegou.

Sobre a hipótese de ser candidato à sucessão, Sanchez negou. "Já disse que tem muita gente à minha frente. Não sou candidato à nada", garantiu. "Estou na função de diretor de seleções e tenho de tentar cumprir o meu papel da melhor forma possível até a Copa do Mundo.  Depois a gente vê o que é feito. Mas eu não tenho essa pretensão."

Indagado pelo Estado se aceitaria concorrer ao cargo se houvesse consenso político para tanto, o diretor repetiu duas vezes que "tem muita gente na frente." A seguir, foi ambíguo ao dizer que "depende de um monte de coisas", mas então fechou a porta. "Já disse que tem um monte de gente na minha frente. Não estou aberto."

Sem afastar as chances de renúncia de Ricardo Teixeira, Sanchez disse que ainda espera pelas provas contra seu atual chefe. "As denúncias não têm de ser ignoradas. Mas elas têm de ser provadas", argumentou, lembrando ter sido alvo de denúncias "que ninguém provou". Sobre acreditar ou não na renúncia do presidente, Sanchez voltou a ironizar dizendo que só acontecerá "quando o sargento Garcia prender o Zorro de novo". "Se Deus quiser o presidente Ricardo vai continuar à frente da CBF."

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