Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Andrés explica retirada de projeto: 'Não era o momento político'

Deputado federal desistiu de sugerir a criação do Dia do Corinthians

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2015 | 17h26

O deputado federal e superintendente de futebol do Corinthians, Andrés Sanchez (PT-SP), explicou nesta sexta-feira os motivos que o levaram a retirar da Câmara dos Deputados o projeto de lei que sugeria a criação do Dia do Corinthians em 1.º de setembro, aniversário do clube, em todo o território nacional. A proposta de Sanchez e do deputado federal Antônio Goulart (PSD-SP) foi retirada de tramitação no Congresso na quarta-feira a pedido dos próprios autores.

“Não criei o projeto. O Goulart pediu para eu apoiar e eu assinei. Mas acho que não era o momento para fazer um projeto como esse. Não sou contra, não tem nada demais, o deputado pode fazer o projeto que quiser, mas acho que não era o momento político do País. Tanto ele com eu fomos votados por um monte de torcedores não só do Corinthians, mas de outros clubes também. Ele teve uma sensibilidade muito boa de retirar o projeto”, disse Andrés ao Estado.


O deputado também fez um requerimento para criar a Frente Parlamentar Mista do Esporte. A ideia é criar um grupo de trabalho na Câmara para debater projetos antes encaminhá-los para votação no plenário. “Você chama as pessoas envolvidas com esporte para discutir os problemas na Frente antes de mandar para a Comissão do Esporte, que é quando começa a valer mesmo. É uma coisa mais para se inteirar não só do futebol, mas do esporte em geral”, afirmou.

Outro projeto de lei de Andrés Sanches prevê a concessão de aposentadoria especial para atletas profissionais e semiprofissionais que comprovem pelo menos 20 anos de contribuição à Previdência Social. “O jogador de futebol, baquete, vôlei, handebol... começa a trabalhar muito cedo e com 35 anos, no máximo 40 anos, a maioria para de praticar o esporte porque a saúde não permite mais. Não é justo ele ficar mais 20 anos pagando ou trabalhando em outro seguimento para só depois se aposentar. O atleta continuaria pagando mais INSS para depois ter a aposentadoria real e verdadeira completa, como todo trabalhador brasileiro”, justificou o deputado.

Antes mesmo de o projeto ser discutido no Congresso, Andrés, no entanto, já sugere uma emenda. “Seria uma aposentadoria para todos os atletas, o milionário e o pobre. É lógico que o milionário tem outras rendas, mas podemos cobrar também das federações, confederações e clubes alguma porcentagem para fazer um fundo de pensões privado para ajudar os atletas.”

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