Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Andrés explica veto ao árbitro de vídeo: 'Falta padrão'

Corinthians foi um dos 12 clubes que se posicionou contra a utilização do VAR em jogos do Campeonato Brasileiro

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2018 | 14h54

O Corinthians foi um dos 12 clubes que votou contra a implantação do árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro. O presidente do clube, Andrés Sanchez, explicou que foi contra a decisão porque não viu padrão para a utilização da ferramenta, que será testada, por enquanto, em jogos da Copa do Brasil.

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“O Corinthians não votou contra por causa de valores. Votou porque não se tem padrões e definições de como serão. Aqui, começaram a fazer testes e temos de aguardar quando tudo estiver definido. Bandeira levanta ou não, o impedimento e gol voltam o lance? Vai parar? Precisa ter um padrão para não virar dois jogos em um só. Então isso, eles mesmo falam que não tem um procedimento para todo mundo ainda”, reclamou o novo presidente do Corinthians.

Na segunda-feira, em reunião na sede da CBF, 12 clubes votaram contra a implantação do árbitro de vídeo: Corinthians, Santos, América-MG, Cruzeiro, Atlético-MG, Atlético-PR, Paraná, Vasco, Fluminense, Sport, Vitória e Ceará. Sete clubes votaram favoráveis ao VAR: Palmeiras, Flamengo, Botafogo, Bahia, Chapecoense, Grêmio e Internacional. O São Paulo saiu mais cedo da reunião e não votou.

Ao ser questionado se o fato de ter sido contra o árbitro de vídeo impede o Corinthians de reclamar em um eventual erro de arbitragem, Andrés acredita que o protesto aconteceria mesmo se o VAR estivesse em funcionamento e o fato de ter a imagem não acabará com os erros e as polêmicas de arbitragem.

“Todo mundo vai reclamar de erro. Teve jogo com vídeo aí que reclamaram. Vai mudar a crítica do árbitro do campo para o do vídeo. Tem lance que acontece e fica metade dos comentaristas falando uma coisa e outra metade falando outra. Erro grotesco seria consertado, mas vamos conversar e estudar esse ano. O árbitro precisa se autoafirmar mais”, explicou o dirigente.  

 

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