Andrés Iniesta, o terceiro nome indicado para ser o melhor do mundo

Jogador do Barcelona não tem fama de estrela, mas joga um futebol eficiente e refinado no meio de campo

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

29 de novembro de 2012 | 12h11

SÃO PAULO - Andrés Iniesta é o tipo de jogador que parece apelar para não chamar a atenção, não ser notado em campo. Mas seu futebol fala mais alto. De tão sonoro, convenceu o colégio eleitoral da Uefa, que lhe outorgou, em agosto, o prêmio de melhor jogador da Europa, à frente de Messi e Cristiano Ronaldo. Tem o respeito de técnicos, jogadores e jornalistas da Europa. E acaba de ser indicado para o melhor do mundo da Fifa, concorrendo com Messi e Cristiano Ronaldo.

Rápido, com grande capacidade de leitura de jogo e requintado passador, Iniesta, aos 28 anos, ainda é jovem, mas merece o apelido que recebeu dos colegas, que traduz o caráter maduro e repleto de autoridade de seu estilo: Don Andrés.

O meia chegou ao Barcelona em 1996, quando tinha apenas 12 anos, depois de se destacar em um torneio infantil com a camisa do Albacete. No Barcelona B, Iniesta começou como volante. Suas qualidades o empurraram para a frente, mas até hoje o meia demonstra grande poder de marcação.

Sua estreia na equipe principal foi possível graças a uma aposta do holandês Louis van Gaal, na temporada 2002-03. Ele não se firmou de imediato, e alternou partidas pelo Barça A e B. Na temporada 2004-05, passou a integrar definitivamente a equipe principal, e participou da conquista do título espanhol.

Sob as ordens de outro holandês, Frank Rijkaard, Iniesta não ganhou muito prestígio no início. No segundo tempo, costumava ser aquele que saía para a primeira substituição de praxe. Aos poucos, seu futebol consistente e de poucas firulas conquistou o treinador. No fim daquela temporada, contabilizava participação em 37 jogos, o número mais alto no elenco, ao lado de Samuel Eto'o.

Mas Iniesta só veio a ser forjado como o Iniesta que se destaca hoje após a chegada de Pep Guardiola ao banco do Barcelona. O meia construiu a reputação de homem que não se intimidava sob a mais forte pressão em campo. Iniesta foi fundamental na semifinal da Copa dos Campeões da Europa de 2008-09, quando marcou o gol da classificação nos acréscimos, diante do inglês Chelsea. Na final, deu passe para Eto'o, abrindo o caminho para a vitória sobre o Manchester United por 2 a 0.

Na Copa do Mundo da África do Sul, Iniesta marcou nada menos do que o gol da vitória da Espanha sobre a Holanda na grande decisão. Depois, na temporada 2010-11, foi novamente peça-chave para a conquista do título europeu do Barça, participando de 10 dos 13 jogos da equipe catalã na competição. Seu talento é reconhecido mundialmente, mesmo que ele prefira ser aquele jogador mais para carregador de piado do que para estrela da companhia.

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