André Lessa/AE - 27/8/2011
André Lessa/AE - 27/8/2011

Andrés Sanches recebe pressão para demitir Tite do Corinthians

Técnico se reúne com mandatário e com diretoria, mas ouve que continua no cargo

Fábio Hecico e Vítor Marques, estadão.com.br

29 de agosto de 2011 | 18h29

SÃO PAULO - A rejeição por Tite cresce a cada dia no Parque São Jorge. E aumentou bastante depois da derrota por 2 a 1 do Corinthians para o arquirrival Palmeiras, domingo, pelo Campeonato Brasileiro. Recebendo recadinhos de todos os lados por uma troca de comando, até por pessoas próximas, o presidente Andrés Sanchez e os dirigentes do departamento de futebol ainda resistem aos apelos e, nesta segunda-feira, resolveram dar um voto de confiança ao trabalho do técnico. 

Na hora do almoço, Tite se reuniu com Andrés e os diretores Roberto Andrade, Edu Gaspar e Duílio Monteiro Alves no Parque São Jorge para fazer um balanço do primeiro turno do Brasileiro e projetar o caminho do Corinthians no segundo, que começa nesta quarta-feira, às 18h, contra o Grêmio, no Pacaembu. O encontro já é corriqueiro com o presidente, mas contou desta vez com a presença dos dirigentes para mostrar a Tite que ele “ainda” continua prestigiado com a cúpula corintiana. Pelo menos por enquanto.

“A responsabilidade é nossa, do elenco, do treinador, de todo mundo do Corinthians”, diz Duílio, evitando achar um culpado para a queda brusca de rendimento do time, que somou apenas nove dos últimos 27 pontos em disputa. “Não tem nada de trocar de comando, vamos retomar a boa fase e recuperar o caminho das vitórias. Confiamos no grupo, é apenas questão de ajustar, achar os erros.”

Tite está garantido diante do Grêmio. Não sabe, porém, se dirige a equipe contra o Coritiba, domingo. A pressão sobre o presidente Andrés Sanches cresce a cada minuto. “A pressão é grande, muito grande mesmo”, afirma pessoa próxima ao dirigente que pediu para não ter o nome revelado.

O Corinthians tem sequência bastante complicada na continuação do Campeonato Brasileiro. Recebe o Grêmio, nesta quarta, visita o Coritiba, domingo, hospeda o Flamengo, dia 8, vai ao Rio encarar o Fluminense dia 11 e depois faz os clássicos com São Paulo, no Morumbi, e Santos, no Pacaembu. Só pedreira.

Leia mais na edição desta terça-feira de O Estado de S. Paulo

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