Andrés Sanchez coloca dívidas do Corinthians em 'pratos limpos'

Presidente corintiano presta contas e clama por apoio da torcida para salvar o clube do rebaixamento

Fábio Hecico, Estadão

26 de outubro de 2007 | 11h25

Andrés Sanchez segue cumprindo sua promessa de atender a imprensa toda semana. Nesta sexta-feira, o presidente corintiano esteve pela manhã no Parque São Jorge para novos esclarecimentos, agora mais contundentes. Garantiu que até esta terça-feira o clube acerta a dívida com o Lyon no caso Nilmar (R$ 6,5 milhões), à vista e pediu apoio maciço da torcida diante do Figueirense, neste domingo, no Pacaembu. Veja também: Ataque corintiano é reprovado em treino intensivo "Poderíamos recorrer, mas depois perderíamos e teríamos de pagar do mesmo jeito. Até terça-feira faremos o acerto", disse Andrés. "Daremos uma carta de crédito de R$ 4 milhões pela venda do Carlos Alberto e pagaremos mais R$ 2,5 milhões à vista. Já os R$ 2 milhões do Internacional, está tudo apalavrado." Também garantiu estar perto de acerto com o ex-técnico Daniel Passarella. A Justiça determinou o pagamento de R$ 2,8 milhões pelo rompimento do contrato em 2005. O que ele mais queria, contudo, era mandar um recado para os torcedores. Para o dirigente, só a força da arquibancada é capaz de salvar o time da degola no Brasileiro. "Conclamo a todos que venham no clube neste sábado e lote o estádio domingo. Tenho certeza: empenho não faltará, como não faltou jamais. Mas quem vai ajudar o time a se salvar será o nosso 12.º torcedor, que é a Fiel." Apesar de dizer-se mais magro e com mais fios de cabelos brancos, Sanchez estava mais calmo nesta sexta. Até trocou o terno e a gravata pelo agasalho do Corinthians. Mais solto, respondeu tudo numa boa. Ou quase tudo. Andrés não admite o assunto dinheiro no Parque São Jorge. Falar em premiação para salvar o time do rebaixamento está fora de cogitação. "O Corinthians não vive de vaquinha. Quem quiser ajudar, que venha e ajude o clube. Toda ajuda será bem vinda", afirmou, contrário a declaração de Paulo Garcia. Seu adversário político disse pagar prêmio do bolso para o time seguir na Série A. "Tenho conversado com algumas pessoas e não peço união. Isso é obrigação. Agora esse negócio de ajudar tem de ser tratado internamente", disse. "Eles [jogadores] têm premiação combinada desde o início. E ninguém me procurou. Mas não é momento de falar em dinheiro. Todos estão recebendo em dia", garantiu. "O assunto chateia atletas e a direção. O elenco está ciente do que tem de fazer para salvar o time." Mais uma vez o dirigente mostrou-se confiante em sucesso nestas últimas seis rodadas. E fez um pedido interessante em reunião rápida com o grupo de jogadores, ainda na quarta-feira, mas revelado apenas nesta sexta. "Tivemos uma conversa rápida. E foi passado para eles sorrirem, ficarem mais alegres. Com a união deles e da nação corintiana vamos sair dessa", enfatizou. "É a situação mais crítica da história. Então, temos de nos unir para encontrar soluções rápidas, com criatividade, inteligência. E o corintiano quer alegria", acredita. E qual a ordem? "Quero que o jogador vá ao restaurante, em sua festa, continue sua vida normal. E que fale com a torcida." Por fim, voltou a implorar pela torcida. "Eles têm de dar apoio, ajuda e ter paciência, para o bem do clube e do time de futebol."

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