Darren Staples/Reuters
Darren Staples/Reuters

Anelka chega ao Brasil com histórico de polêmicas e baixa produtividade

Atacante francês tem passagem por clubes como Real Madrid e Chelsea

Luan Xavier - Especial para O Estado de S. Paulo ,

06 de abril de 2014 | 14h14

SÃO PAULO - Seis meses após cogitar sua aposentadoria, o atacante francês Nicolas Anelka é aguardado neste domingo, 6, em Belo Horizonte onde vai tentar dar sobrevida à carreira vestindo a camisa do Atlético-MG. Anunciado pela presidência do clube na madrugada de hoje, o polêmico jogador terá a missão de frear a queda livre que vive no futebol desde a saída do Chelsea, em 2011.

Aos 35 anos Anelka tem um currículo recente de polêmicas e baixa produtividade. Desde 2012, quando saiu de Londres para atuar no futebol chinês, o novo reforço do Galo marcou apenas cinco gols em 39 jogos disputados por Shanghai Shenhua (China), Juventus (ITA) e West Bromwich (ING).

Por outro lado a lista de polêmicas de Abdelsalam Bilal (nome que adotou após se converter ao islamismo, em 2007) só aumenta. Marcado pela briga com o técnico Raymond Domenech durante a Copa do Mundo de 2010, que lhe rendeu a exclusão do time francês que disputou o Mundial na África do Sul, Anelka voltou a ganhar destaque negativo no fim do ano passado quando comemorou um gol fazendo um gesto considerado antissemita.

O fato se deu no embate entre West Bromwich, último time do atacante, contra o West Ham, em 28 de dezembro. Aquele era o 12.º jogo do francês pelos Baggies, e ele ainda não havia marcado um tento sequer. Ao fazer o segundo na mesma partida que terminou empatada em 3 a 3,  Anelka fez o gesto conhecido por "quenelle", difundido na Europa pelo comediante Dieudonné M'bala M'bala, amigo do jogador. O ato é considerado uma ofensa aos judeus por lembrar uma saudação nazista e, por isso, Anelka foi punido com cinco jogos de suspensão e pagamento de uma multa estipulada em 80 mil libras (R$ 296,8 mil).

"A FA (entidade que controla o futebol na Inglaterra) me perguntou se ele era meu amigo e respondi que sim", disse Anelka dias depois ao diário francês Metro News. "Era amigo, agora é como um irmão", completou o jogador.

Depois de ser punido e perder popularidade no futebol mundial, Anelka cogitou colocar um ponto final na carreira em junho deste ano. "Obrigado ao Lazio e a todos os outros clubes que quiseram me contratar nos últimos dias. Vejo vocês no próximo verão (em junho, na Europa) se eu decidir continuar", postou o jogador em seu perfil numa rede social.

Com chegada a Belo Horizonte prevista ainda para este domingo, o francês havia rescindido seu contrato com o West Bromwich no mês passado e desde então não havia confirmado sua aposentadoria.

Revelado em 1997 nas categorias de base do Paris Saint-Germain, Nicolas Anelka viveu o auge de sua carreira entre 2002 e 2011, quando marcou 139 dos 187 gols que anotou em 18 anos de carreira.

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