Anfitriãs Suíça e Áustria enfrentam problemas para Eurocopa

Com metas ambiciosas na competição, países fracassam em amistosos e demonstram fraco futebol

MARK LEDSOM, REUTERS

27 de março de 2008 | 14h58

Suíça e Áustria, as sedes da próxima Eurocopa, têm montanhas a escalar até ficarem prontas para a competição, depois que as duas nações foram derrotadas nos amistosos de preparação na quarta-feira. Depois de se gabar que estava pronta para acabar com 51 anos de dominação dos vizinhos alemães, a seleção suíça foi derrotada por 4 a 0 na Basiléia. Foi a quarta derrota seguida da equipe. A Áustria, que venceu apenas uma de suas últimas 13 partidas, estava menos confiante contra a Holanda, até que aos 35 minutos de jogo já tinha feito 3 a 0 em Viena. Porém, no apito final da partida, havia perdido por 4 a 3. Na Basiléia, onde a Suíça abrirá a Eurocopa de 2008 contra a República Tcheca no dia 7 de junho, vaias e assobios podiam ser ouvidos. "Não há nada que posso dizer para melhorar a situação", disse o técnico da Suíça, Koebi Kuhn, aos jornalistas. "A Alemanha jogou melhor durante todo o jogo, e nós também ajudamos com erros desnecessários que nos fizeram parecer amadores". Kuhn disse que havia pouco a aprender de uma surra como essa e que se seu time quiser progredir na Eurocopa, terá que esquecer a partida. Os jornais suíços desta quinta-feira pareciam mais ávidos por ação, questionando a decisão de Kuhn de mudar sua formação convencional ao deslocar o ala Tranquillo Barnetta para a armação de jogadas, atrás dos atacantes Alex Frei e Eren Derdiyok. "Claramente não funcionou", disse o tablóide Blick, o mais vendido do país. "Com pouco mais de dois meses para o início da Euro 2008, é hora de parar de experimentar". A mídia austríaca, no entanto, elogiou a performance da seleção nacional no início da partida contra os holandeses. "Início relâmpago, fim amargo" era a manchete do The Standard, enquanto o Oesterreich dizia "3 a 4, derrota boba". Diferentemente de seu equivalente suíço, o técnico austríaco Josef Hickersberger disse que poderia tirar boas lições de uma primeira etapa "bem jogada e agressiva". "Nos defendemos muito no segundo tempo e perdemos nossa concentração", disse Hickersberger aos jornalistas. "Os holandeses têm a classe para explorar qualquer fraqueza, como certamente mostraram".

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