Angolano "dá o cano" na Portuguesa

Repórteres e fotógrafos a postos, o presidente Manuel da Lupa ansioso. Todos esperando pelo atacante angolano Johnson, que deveria ter sido apresentado na tarde desta quinta-feira, no Canindé, juntamente com o meia Xuxa e o atacante Mendes. Deveria. A espera por Johnson durou quase uma hora, até que alguém resolveu ligar para o jogador. Chateado, o angolano explicou porque dera o "cano": estava no Juventus, seu ex-clube, tentando obter o chamado "atestado liberatório". Não haveria, portanto, como vestir a camisa, posar para fotos e dar entrevistas como jogador da Portuguesa. O problema é que seu contrato com o Juventus expira apenas dia 31 de julho e, por esse motivo, a diretoria do clube da Moóca ainda não o liberou. Os dirigentes da Lusa já entraram em ação para tentar um acordo com o Juventus. Segundo da Lupa, não há nenhuma chance de o negócio melar. O presidente citou como exemplo recente o caso do atacante Leandro Amaral, que recebe nesta sexta a liberação do Istres, da França (após mais de um mês de espera). Confiante, da Lupa diz que "o máximo que pode acontecer é o mesmo que houve com o Leandro. Esperaríamos o contrato dele acabar e, então, ele estará liberado para jogar pela Portuguesa". O sumiço do jogador angolano lembrou a frustrada contratação do meia Esquerdinha, no início de 2002. O jogador, que na época defendia o São Caetano, acertara contrato verbal com a Portuguesa e até fizera exames médicos. No dia de sua apresentação oficial à imprensa e à torcida, resolveu pedir uma garantia bancária para ter certeza de que não tomaria calote. A diretoria da época achou um ultraje a exigência do jogador. Esquerdinha, então, pegou suas coisas e foi embora. "Fugiu" do Canindé, deixando jornalistas e torcedores "a ver navios" no salão nobre do clube - dias depois, o meia assinou com o Santos.

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