Anhangabaú: Cerca de 15 mil na torcida pelo Brasil

A sensação era de que o mundo estava atrasado para um importante compromisso. Pontos de ônibus abarrotados, motoristas agressivos, policiais nervosos, correria pelas ruas... No ar, ecoando por todos os cantos, um misto de buzinaços, cornetas, apitos, gritos e, claro, a voz rouca de Galvão Bueno.A aguardada estréia do Brasil na Copa da Alemanha fez o paulistano voltar mais cedo para casa. Quem não pôde, contentou-se em assistir a Brasil e Croácia em bares próximos do trabalho ou em ?puxadinhos? improvisados no fundo de lojas ou na portaria de prédios.Uma hora antes da partida, até as moscas do coração financeiro e comercial do Centro vestiam verde e amarelo. As principais ruas e calçadões como São Bento, Boa Vista, 24 de Maio, 25 de Março, Barão de Itapetininga e Praça da Sé, estavam vazios. Quem ofereceu TVs, juntou público.A maior concentração ao ar livre aconteceu no Vale do Anhangabaú, onde o jogo foi exibido em um painel eletrônico de 56m², instalado num palco de 300 m². Trezentos homens da Policia Militar, Guarda Civil Metropolitana, e 150 vigilantes particulares fizeram a segurança da festa, que transcorreu sem brigas, mas levou bem menos torcedores do que o esperado: 15 mil pessoas. A nitidez da imagem agradou e o som, de 100 mil watts, estava tão alto que Galvão Bueno, sempre ele, podia ser ouvido na Av. Prestes Maia.Próximo do Anhangabaú, na Igreja de Santo Antônio (ontem foi o dia do santo casamenteiro), o padre Giorgio Cunial, se mostrava feliz com a vitória do Brasil. Italianíssimo, registrou: ?Fico contente porque torço pelo Brasil. Mas é bom lembrar que o gol é do Kaká, que joga na Itália?.

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