Animado, Palmeiras já sonha com a conquista do título

Ocupando a sexta colocação no Nacional, time paulista não ganha o título do Brasileirão há 13 anos

Juliano Costa, do Jornal da Tarde,

20 de julho de 2007 | 20h37

O empate por 2 a 2 arrancado do Santos no último minuto, no clássico de quinta-feira no Palestra Itália, animou bastante os jogadores do Palmeiras. O time está em sexto lugar e no domingo enfrenta o Paraná, quinto, em Curitiba. O jogo é difícil, mas a empolgação já faz os atletas sonharem com a conquista do Brasileiro, título que o Palmeiras não conquista desde 1994. "Não devemos mais nada para ninguém", diz o zagueiro Gustavo. "Temos grupo para disputar o título", completa o volante Pierre.O entusiasmo vem da seqüência de cinco jogos sem derrota e da boa quantidade de peças para Caio Júnior montar a equipe. "Há pelo menos duas boas opções em cada posição", festeja o técnico. Rodrigão, contratado para ser o homem-gol, ainda nem precisou estrear; Edmundo e Valdivia já sentaram no banco de reservas; e David e Amaral, jogadores da seleção sub-20, nem foram relacionados para o clássico contra o Santos, assim como reforços contratados especialmente para o Brasileiro, como Makelele, Max e Deyvid Sacconi - não havia espaço para todos no banco."Todos têm importância, independentemente se jogam ou não. Um campeonato se ganha com um grupo", diz Caio Júnior, que elogiou a postura de Valdivia e Edmundo - ambos toparam ficar no banco de reservas, o primeiro contra o Grêmio e o segundo, diante do Santos. Mas para o jogo em Curitiba, o técnico admite a possibilidade de escalar o Animal como titular. Luiz Henrique voltaria para a reserva. "Não decidi ainda e há uma avaliação a ser feita, mas tenho uma idéia na cabeça. O Edmundo é uma referência a todos os outros. Ele ganhou muitos pontos comigo", disse o treinador. "Ele entrou com uma disposição de jovem."E se Pierre, Gustavo, Luís e tantos outros já falam em título, Caio Júnior prefere ser mais cauteloso. O técnico não tira os pés do chão e mantém o foco no planejamento traçado por metas. "Ainda nem atingimos os 60% de aproveitamento que eu gostaria", diz Caio, sobre o número que hoje é de 52,8%. "Só depois que chegarmos ao patamar que julgo necessário é que poderemos pensar em título. Até lá, não."O que o treinador mais festeja é a união do grupo. O símbolo disso, segundo Caio, foi o abraço de todos os jogadores no goleiro Diego Cavalieri, que falhou no primeiro gol do Santos. "Fiquei emocionado com aquele ato. O Diego estava merecendo", disse o técnico.

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