Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Aniversariante, Hernanes se diz 'cabra macho' e persistente pela seleção

Volante da Inter garante ter superado muitas dificuldades para entrar na lista da Copa do Mundo

Leandro Silveira, enviado especial, O Estado de S. Paulo

29 de maio de 2014 | 18h13

TERESÓPOLIS - Após superar a incerteza sobre a sua convocação para a Copa do Mundo, o volante Hernanes iniciou nesta semana a preparação para o torneio em Teresópolis (RJ), na Granja Comary, e teve mais uma razão para comemorar. Afinal, nesta quinta-feira, o polivalente meio-campista completou 29 anos. Assim, ele fez um balanço sobre a sua carreira e declarou ser um "cabra macho", que precisou superar muitas dificuldades para dar certo no futebol.

"Meu perfil não foge muito do pernambucano. Sou um cabra macho, arretado, que não desiste nunca, assim como os brasileiros. Determinação é nossa maior força e a perseverança também. Temos que driblar os problemas da vida e as dificuldades. O meu perfil tem essas características", disse.

Hernanes destacou ser especial ter a oportunidade de comemorar o aniversário com os seus companheiros da seleção brasileira, com todos em busca de alcançar o que definiu como "o maior sonho da sua vida": vencer a Copa do Mundo atuando dentro do País.

"É uma data que nos faz voltar no passado, lembra o dia em que nascemos. A gente reflete sobre a nossa história, então é legal por isso. Pensa na própria trajetória, que é de vitórias. E aqui estou junto com os meus companheiros para buscar o maior sonho da minha vida. É um presente grande fazer parte do grupo e comemorar isso com eles", comentou.

Hoje na Inter de Milão, Hernanes lembrou que demorou a "vingar" no futebol, tanto que chegou a ser emprestado pelo São Paulo ao Santo André, clube que defendeu em 2006. Depois, porém, foi peça decisiva na conquista dos títulos do Campeonato Brasileiro em 2007 e 2008 pelo clube do Morumbi. Posteriormente, se transferiu para o futebol italiano, onde atuou inicialmente na Lazio. Depois, fez parte do grupo da seleção brasileira que foi campeão da Copa das Confederações no ano passado.

"A principal dificuldade foi para me tornar profissional. Eu estava no São Paulo, com quase 20 anos, no último ano de juniores, sem contrato profissional. Dizia que queria jogar, mas a diretoria não estava convencida. Precisou de, no último ano, sair do São Paulo, passar um período em outro time", lembrou. "Estava no Santo André, num time da Série B, não estava sendo convocado para jogar. Pensei que precisava sair. Repensei: 'Vou jogar aonde?'. Aí joguei bem, voltei para o São Paulo e comecei a minha trajetória", completou.

Prestes a disputar a Copa do Mundo no Brasil, Hernanes estará ao lado do zagueiro David Luiz e do atacante Hulk, que também atuaram ao seu lado nas divisões de base do São Paulo. "Além do Hulk, também tem o David Luiz. Estivemos juntos na base. Todos em testes, convivemos no alojamento, em um grupo de 16, que tentava a chance de virar um jogador. Depois, eles foram embora e nos encontramos numa situação melhor", disse.

Para Hernanes, a superação de dificuldades é uma das marcas desse grupo da seleção brasileira e o fortalece. "Todos vieram de situações assim, sem ganhar nada de mão beijada, todos tiveram que driblar as situações adversas e isso nos faz um grupo unido", afirmou.

Com 29 anos, Hernanes acredita que ainda não alcançou o auge da sua carreira e garante que pode fazer ainda mais. "Não cheguei ao meu ápice ainda", concluiu o meio-campista, um dos reservas de confiança do técnico Luiz Felipe Scolari na seleção brasileira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.