Ano foi de lições para o São Paulo

2003 foi um ano de lições para a diretoria do São Paulo. Afastada do poder por 12 anos, a ala do presidente Marcelo Portugal Gouvêa sentiu na prática a mudança dos tempos. Não bastou gastar US$ 4 milhões para tirar Ricardinho do Corinthians. Nem adiar a demissão de um treinador que não estava dando certo por pura teimosia, como fez com Oswaldo de Oliveira.O clube não conquistou um título sequer. Comemorou como nunca a classificação para a Copa Libertadores da América, depois de dez anos fora da competição. Muito pouco para quem se lembra das promessas do ex-diretor de futebol, Carlos Augusto de Barros e Silva."Montamos uma equipe forte e pronta para conquistar títulos em 2003. Este ano não passará em branco", prometia em janeiro.O primeiro fracasso foi no Paulista. O clube decidiu contra o Corinthians sem haver pago sequer a premiação do Brasileiro de 2002 e com salários atrasados. "Nunca disputei uma final com o clube devendo prêmios", disse o técnico Oswaldo de Oliveira.Veio a decepção do vice-campeonato. Barros e Silva caiu. A diretoria não perdoou a honestidade de Oswaldo, que foi demitido quando não quis escalar Lugano - jogador contratado por vontade do presidente Portugal Gouvêa. O preparador de goleiros Roberto Rojas assumiu e o clube foi eliminado da Copa do Brasil pelo Goiás.Os jovens Kaká e Júlio Baptista foram vendidos para tentar equilibrar o endividado clube. Veio a Copa Sul-Americana e a queda na semifinal, no Morumbi, para o River Plate.Pelo menos no Brasileiro, a terceira colocação garantiu o time na Libertadores de 2004. "O ano que vem será diferente", jura o presidente Gouvêa. Se estiver errado pagará logo, em abril, com a eleição.

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