Reprodução/Facbeook
Reprodução/Facbeook

Antes crítico da Fifa, Maradona anuncia que trabalhará para entidade

Ídolo argentino promete 'trabalhar por uma Fifa limpa e transparente'

Estadão Conteudo

09 Fevereiro 2017 | 16h22

Ao longo de sua trajetória no futebol, Maradona sempre se pronunciou como crítico ferrenho dos grandes órgãos que comandam o futebol, em especial a Fifa. Nesta quinta-feira, no entanto, o ídolo argentino decidiu se aliar à entidade e anunciou uma parceria na qual trabalhará para torná-la "limpa e transparente".

Maradona utilizou as redes sociais para se pronunciar. Ele postou uma foto ao lado do presidente da entidade, Gianni Infantino, com os dizeres: "Agora sim, é oficial. Finalmente posso cumprir um dos sonhos da minha vida, trabalhar por uma Fifa limpa e transparente, com pessoas que realmente amam o futebol. Obrigado a todos que me apoiaram para enfrentar este novo desafio!".

O craque argentino não especificou qual função desempenhará na Fifa, mas a imprensa de seu país garantiu que ele será uma espécie de embaixador da entidade. O próprio Maradona disse recentemente que estava próximo de se aliar à federação e que uma de suas primeiras metas seria "limpar a Associação do Futebol Argentino (AFA)".

As rusgas entre Maradona e a Fifa começaram ainda quando ele era jogador e ganharam força com a exclusão do astro da Copa do Mundo de 1994 por doping. Na época, o meia garantiu que não havia consumido qualquer substância proibida e acusou a entidade de armação. Daí em diante, o craque sempre bateu de frente com a federação, se ausentou de festas organizadas por ela e acumulou críticas públicas ao comando do futebol mundial.

Em especial, Maradona escancarou sua insatisfação com Joseph Blatter, a quem acusava de liderar uma "máfia" na Fifa. Após a saída do suíço do poder, o argentino chegou a manifestar seu apoio ao príncipe jordaniano Ali Bin Al Hussein na eleição presidencial e chamou Infantino de "traidor", antes que ele fosse o vencedor do pleito.

Os entreveros entre eles teriam sido contornados em junho do ano passado, após um encontro em Paris. Em janeiro, Maradona evidenciou esta reviravolta na relação com o presidente da Fifa. "Para o que quer que Infantino precise, estou aqui. Não tenho problema. Vou ajudar, colaborar", afirmou.

 

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